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SEGUNDA A SEXTA 14:30

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Celebrando um mestre do cinema japonês

Cartaz de Cinema

Celebrando um mestre do cinema japonês

João Lopes

João Lopes

Crítico de cinema

O cinema de Kenji Mizoguchi está de volta ao mercado português, através da reposição de nove títulos da sua filmografia. João Lopes comenta os principais lançamentos da semana, destacando ainda a estreia de “Paraíso”, uma teia de memórias do Holocausto assinada pelo veterano russo Andrei Konchalovsky.

Mestre absoluto do cinema japonês, Kenji Mizoguchi (1898-1956) volta a ser notícia nas salas portuguesas: ao longo de vários meses, nove dos seus filmes mais significativos estarão em exibição em várias cidades do país — os clássicos “Contos da Lua Vaga” (1953) e “Os Amantes Crucificados” (1954) são alguns dos primeiros.

Nome fundamental do último meio século da produção soviética e russa, Andrei Konchalovsky está também de novo nas salas com uma evocação dramática do extermínio dos judeus pelos nazis — “Paraíso” foi distinguido com o Leão de Prata de melhor realização no Festival de Veneza de 2016.

Lançado na Festa do Cinema Italiano, “Se Deus Quiser”, de Edoardo Falcone, narra a odisseia de um pai desconcertado com o facto de o seu filho querer ser padre — o resultado é uma típica comédia italiana, apostada em retomar a melhor tradição do género.

No DVD, uma das novidades do momento é “Kubo e as Duas Cordas”, realização de Travis Knight que conta a história fabulosa de um rapaz com poderes especiais, integrando elementos da iconografia oriental — foi nomeado para o Oscar de melhor longa-metragem de animação.

* Banda sonora: MORRER EM LAS VEGAS (1995), de Mike Figgis

> "My One and Only Love", Sting