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SEGUNDA A SEXTA 14:30

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O regresso apoteótico de “Blade Runner”

Cartaz Cinema

O regresso apoteótico de “Blade Runner”

João Lopes

João Lopes

Crítico de cinema

“Blade Runner 2049” é uma apoteose de técnica e espectáculo, prolongando as aventuras narradas no filme original, lançado em 1982. João Lopes destaca ainda a estreia de “Borg vs. McEnroe”, sobre a rivalidade entre os dois tenistas, e a edição em DVD de três títulos portugueses com chancela da Academia Portuguesa de Cinema.

Foi o canadiano Denis Villeneuve a retomar a herança de “Blade Runner” (1982), de Ridley Scott — o novo “Blade Runner 2049” prolonga a história de humanos e humanóides num futuro hiper-vigiado. O herói é, desta vez, interpretado por Ryan Gosling, mas Harrison Ford também está presente, retomando a personagem que interpretara no filme original.

Através de “Borg vs. McEnroe”, o realizador Janus Metz retrata a rivalidade de dois grandes tenistas — o sueco Björn Borg e o americano John McEnroe — e, muito em particular, o seu épico confronto na final do torneio de Wimbledon, em 1980. Os papéis de Borg e McEnroe estão entregues, respectivamente, a Sverrir Gudnason e Shia LaBeouf.

“Al Berto”, de Vicente Alves do Ó, evoca a fascinante personagem do poeta Al Berto (1948-1997), com especial incidência no período da segunda metade da década de 70 em que viveu em Sines — um retrato individual e uma memória colectiva de alguns anos atribulados da sociedade portuguesa.

Na área do DVD, merece especial destaque o lançamento de uma colecção de filmes portugueses com chancela da Academia Portuguesa de Cinema. Os primeiros títulos publicados são “A Mulher do Próximo” (1988), de José Fonseca e Costa, “Manhã Submersa” (1980), de Lauro António, e “Domingo à Tarde” (1966), de António de Macedo.

* Banda sonora: “Blade Runner” (1982), de Ridley Scott

> “End Titles”, Vangelis