CAPA_SITE_02.jpg

Cartaz

SEGUNDA A SEXTA 14:30

Cartaz

Cinema evoca a musa dos Velvet Underground

Cinema evoca a musa dos Velvet Underground

João Lopes

João Lopes

Crítico de cinema

Nico, a cantora alemã que foi musa dos Velvet Underground, é a personagem central de um filme dirigido pela italiana Susanna Nicchiarelli. João Lopes comenta as principais novidades da semana, incluindo a adaptação do romance de Ian McEwan “Na Praia de Chesil” e um inédito de Nagisa Oshima.

O filme de Susanna Nicchiarelli sobre Nico intitula-se “Nico, 1988” porque desemboca no ano do seu falecimento, contava apenas 49 anos — com uma grande interpretação de Trine Dyrholme, esta é uma revisitação emocionante de uma personalidade dilacerada, da sua música (com os Velvet Underground e, sobretudo, depois) e também da sua sofisticação criativa.

“Na Praia de Chesil”, de Dominic Cooke, conta a história íntima e dramática de um casal muito jovem que vive uma lua de mel de muitos medos e perturbações. O resultado envolve uma evocação subtil do ano de 1962, com Saoirse Ronan e Billy Howle nos papéis centrais.

A cineasta turca Deniz Gamze Erguven assina “América em Chamas”, uma memória dos dias violentos vividos em Los Angeles, em 1992, na sequência dos motins desencadeados pelo resultado do julgamento dos polícias que tinham agredido Rodney King — com Halle Berry no papel principal.

Jodie Foster é uma actriz suficientemente versátil para arriscar participar num filme como “Artemis: Hotel de Bandidos”. Com argumento e realização de Drew Pearce, esta é uma aventura, ao mesmo tempo negra e paródica, vivida num “hotel/hospital” para bandidos, num futuro mais ou menos apocalíptico.

“Contos Cruéis da Juventude” é um retrato amargo de um casal no Japão do começo da década de 60, filme fundamental na evolução de Nagisa Oshima — um clássico de 1960 que permanecia inédito nas salas comerciais portuguesas e que agora, finalmente, tem a sua estreia.

* Banda sonora: “Expiação” (2007), de Joe Wright

> “Love Letters”, Dario Marianelli

  • "Bebemos a água que escorria das rochas"

    Mundo

    Os 12 rapazes e o treinador que ficaram presos numa gruta na Tailândia durante 18 dias revelaram hoje alguns pormenores de como sobreviveram, na primeira conferência de imprensa.

  • Ora Eça!

    Opinião

    Eça, o meu conterrâneo que se definia como sendo "apenas um pobre homem da Póvoa de Varzim" não haveria de gostar de nada que fosse obrigatório. Durante décadas, Os Maias lá estiveram, quem sabe numa progressista lista pós-revolução, dada a natureza "sexual e incestuosa" da obra. Sai dessa lista agora. Claro que sai. "Ninguém" gostava de "ter de" ler Os Maias.

    Pedro Cruz

  • "Os Maias" deixam de ser leitura obrigatória no secundário

    País

    Obras como "Os Maias" e "A Ilustre Casa de Ramires", de Eça de Queirós, vão deixar de ser de leitura obrigatória no ensino secundário a partir do próximo ano letivo. Os alunos deixam de ter indicação de uma obra específica para ler, passando o professor a escolher livremente uma obra de cada autor. O objetivo é fazer face aos programas extensos.

  • Marcelo assinala "passos importantes" na Cimeira da CPLP
    2:16