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E se fosse consigo?

"As pessoas quando olham para mim pensam que eu sou um bicho"

"As pessoas quando olham para mim pensam que eu sou um bicho"

É assim que Sara Duarte se sente perante o olhar de muitas pessoas. É frontal. Fala sem medo do que os outros possam pensar. Sara foi uma das primeiras mulheres deficientes a formar-se em Ciências Farmacêuticas. Conseguiu que se fizessem mudanças porque nada estava preparado, nada estava pensado para ela. Mas ela acredita que "um deficiente faz tudo como toda a gente" e não esperava que a deficiência fosse um obstáculo. "Eu, na minha ignorância, achava que saía e ia trabalhar". Não contava com o preconceito mas sente-o, nas "expressões das pessoas, nas diferenças de comportamento". Sara finge que não nota e segue em frente.

  • "Quase não me apercebi que tinha uma deficiência"
    4:21

    E se fosse consigo?

    "Quase não me apercebi que tinha uma deficiência" arrisca-se a dizer Madalena Ribeiro. Deficiente visual, sente que teve uma infância igual à de qualquer criança. Brincou no quintal, rebolou na terra. Determinada, decidiu que iria para a faculdade. Uma faculdade que não estava preparada para recebê-la. Braille, a língua para cegos, nem pensar. Milhares de páginas depois, passadas uma a uma para a língua que consegue entender, saiu para o mercado de trabalho. E aí, teve de enfrentar mais obstáculos.

  • Luís Henriques ficou de fora em concursos de emprego onde "era o melhor"
    3:46

    E se fosse consigo?

    Luís Henriques desde que se lembra foi tratado da mesma maneira que os dois irmãos. A irmã mais velha que os criou nunca o protegeu por ser diferente. Na escola foi difícil. A crueldade dos miúdos magoa. As próteses nas pernas e a falta de dedos tornava-o diferente aos olhos das "crianças ditas normais". Em adulto, já esteve duas vezes desempregado, mas não desistiu. Estudou. Em vários concursos de emprego onde diz que "era o melhor" ficou de fora. Não pelas suas capacidades, mas "pela ignorância das pessoas". Hoje é efectivo numa grande empresa "mas quer muito mais".

  • Pessoas com perturbações do espectro do autismo devem sair de casa
    5:39

    E se fosse consigo?

    Patrícia de Sousa, psicóloga e diretora técnica da APSA-Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger, defende que é preciso retirar do isolamento e de casa os jovens e os adultos que têm perturbação do espectro do autismo. Para isso, a associação iniciou há três anos o projeto Casa Grande, para que estas pessoas tenham experiências profissionais.

  • "Basta uma pequena falha no movimento ou na fala para que o deficiente seja mal tratado"
    5:05

    E se fosse consigo?

    Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos do ICSP da Universidade de Lisboa, acompanha e avalia o desenvolvimento das políticas e a implantação dos direitos humanos das pessoas com deficiência em Portugal. A investigadora refere que "basta uma pequena falha no movimento ou na fala para que o deficiente seja mal tratado, menorizado, infantilizado". Paula Campos Pinto condena o desrespeito com que muitos dos deficientes são tratados e afirma que são precisas leis que protejam estes cidadãos. No entanto, salienta que as leis só por si só não chegam. É preciso acabar com o preconceito.

  • A casa dos horrores
    7:57
  • PGR e presidente do Supremo deixam recado à ministra da Justiça
    2:45

    País

    Durante a abertura do ano judicial, a Procuradora-Geral da República e o presidente do Supremo Tribunal aproveitaram para deixar um recado à ministra da Justiça: é urgente aprovar o novo estatuto de juízes e magistrados. O presidente do Supremo diz que é injusta a má imagem da Justiça e pediu contenção aos magistrados.

  • Rui Rio tem sentido "alguma turbulência" no PSD
    2:01

    País

    Rui Rio e Pedro Passos Coelho tiveram esta quinta-feira a primeira reunião, desde que foi eleito o novo líder do PSD. À saída, Passos Coelho desejou que esta transição decorra com naturalidade. Já Rui Rio disse que tem sentido alguma turbulência no partido.

  • Sindicatos rejeitam fim das baixas médicas até três dias
    2:02

    País

    A CGTP quer levar o tema das baixas médicas à Concertação Social, já a UGT diz que há outras matérias prioritárias. Ainda assim as duas centrais sindicais lembram que a não justificação de faltas pode dar origem a um despedimento por justa causa. Esta quinta-feira o bastonário da Ordem dos Médicos propôs ao Governo que acabe com as baixas de curta duração, até três dias.

  • Papa interrompe percurso no Chile para ajudar polícia
    0:21
  • "Mundo à Vista" no Gana
    7:38