20.10.2006 16:29

"Fragmentos da Razão"

Às vezes a imaginação prega partidas e a razão fragmenta-se em mil pedaços. Os médicos chamam-lhe esquizofrenia. Quem sofre desta misteriosa doença do cérebro sabe que ela revela aspectos escondidos da personalidade de cada um.

Luís Canas Nunes entrou para o grupo de teatro do Júlio de Matos há pouco tempo, por recomendação do psiquiatra. Reconhece que é uma terapia, mas confessa que levantar-se cedo é uma obrigação de que não gosta. Os ensaios são de manhã e é de manhã que Luís mais gosta de dormir. A "corda" como chama à esquizofrenia que tem, puxa-o para a cama, para um mundo fechado aos outros mas muito aberto a alguns estímulos exteriores. Desde os 17 anos que é assim. Luís tem 53 anos.



As alucinações são apenas um dos sintomas da doença. Quando está em crise, um doente com esquizofrenia pode ter ideias delirantes, sentir-se perseguido, achar-se cheio de poderes, ouvir vozes e acabar por retrair-se emocionalmente, isolar-se, perder a vontade, a concentração, a capacidade cognitiva.



A esquizofrenia afecta uma em cada cem pessoas, mas ainda não são conhecidos os genes responsáveis pela doença. Sabe-se apenas que o mundo biológico não é o único culpado. O meio ambiente pode ser determinante.



Doentes e médicos contam à SIC como é viver com "Fragmentos da Razão".

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Reportagem SIC

Título: "Fragmentos da Razão"

Jornalista: Catarina Neves

Imagem: Rui do Ó

Edição de imagem: Ricardo Piano

Grafismo: Carlos Carneiro

Produção: Isabel Mendonça

Coordenação: Daniel Cruzeiro

Direcção: Alcides Vieira
Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.