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A Ruína

Quem são os emigrantes que o BES enganou?

Hoje no Jornal da Noite

Quem são os emigrantes que o BES enganou?

São 8.000 pessoas financeiramente iletradas que cairam n'"O Conto do Vigário". Emigraram para França, Suíça, África do Sul, Venezuela. Uns compraram ações preferenciais e pensaram que tinham as poupanças em depósitos à ordem, outros papel comercial. Em comum têm o facto de terem sido enganados pelo Banco Espírito Santo.

A equipa de jornalistas da SIC que realizou a série de Grande Reportagem “Assalto ao Castelo” regressa com "A Ruína". O fio condutor é, de novo, o universo BES.

"A Ruína" detalha a forma como o banco de Ricardo Salgado conseguiu convencer 8 mil emigrantes a comprarem 723 milhões de euros de ações preferenciais de veículos financeiros esculpidos pelo BES. A dar fortes sinais de contaminação pelo peso da dívida das empresas do grupo Espírito Santo desde 2009, o banco viu-se forçado a encontrar formas rápidas de gerar liquidez. Entre 2012 e 2014 os emigrantes, financeiramente iletrados, foram o alvo. E o BES vendeu-lhes títulos de dívida do banco e das empresas falidas do grupo que só poderiam ser transformados em dinheiro em 2047 - 2051. Que esquema inventou o BES para convencer estes 8 mil emigrantes a investirem no risco e no incerto?

Veja o Episódio 1 – “O Conto do Vigário” esta quinta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • Como o BES enganou os emigrantes portugueses
    2:04

    A Ruína

    Oito mil emigrantes portugueses tornaram-se acionistas preferenciais de 10 veículos financeiros, os chamados SPV - Special Purpose Vehicles, que eram vendidos ao balcão como sendo produtos sem risco e de capital e juros garantidos. Quem os adquiriu acreditava estar a colocar as poupanças de uma vida em depósitos a prazo. Perderam tudo ou quase tudo. Caíram n'"O Conto do Vigário".

  • Quem são os lesados do BES?
    4:52

    Grande Reportagem SIC

    Nesta reportagem olhamos para o que distingue cada um dos lesados do Grupo Espírito Santo. Ou seja, mostramos os tipos de produtos financeiros que o universo BES, sediado em Portugal, usou para enganar estes clientes. A estes juntam-se todos os que investiram em produtos financeiros que se revelaram de risco nos braços do Banco Espírito Santo na Suíça, Dubai, Panamá entre outros.O trabalho do jornalista da SIC Pedro Coelho antecede aquele que será o tema da Grande Reportagem "A Ruína", para ver brevemente na SIC.

  • "Então as pessoas arriscavam as poupanças de uma vida, sabendo que os produtos não eram seguros?"
    0:45

    A Ruína

    O desabafo de Valentim Santos que, juntamente com a mulher Célia, perdeu as poupanças de uma vida nos esquemas do BES. Foram emigrantes em França e Suíça durante mais de 20 anos. Hoje estão ambos desempregados. Valentim e Célia assinaram o acordo com o Novo Banco, que na prática perpetua o esquema criado pelo BES. Vamos conhecê-los na Grande Reportagem " A Ruína" que será emitida esta quinta-feira no Jornal da Noite da SIC.

  • "Isto destrói famílias"
    0:46

    A Ruína

    Diana Rodrigues fala em nome da família. Tem 29 anos, vive e trabalha na Bélgica. Assiste ao sofrimento dos pais causado pela ruína do BES. João e Lurdes Rodrigues perderam quase todas as poupanças. Quando decidiram voltar de vez para Portugal, estes emigrantes em França há quase três décadas, venderam a casa que construíram tijolo a tijolo. O dinheiro foi para uma conta BES e desapareceu. Vamos conhecê-los na Grande Reportagem "A Ruína" que será emitida esta quinta-feira no Jornal da Noite da SIC.

  • "Isto é quase como uma faca nas costas"
    0:40

    A Ruína

    João Moreira e Maria Miranda são emigrantes em França. Ergueram uma empresa de construção civil em 1984 e durante anos mantiveram uma relação de confiança com o Banco Espírito Santo. A escassos dias da resolução do BES o casal "é pressionado" pelo gestor de conta a investir poupanças. Dias depois percebem que perderam tudo. Vamos conhecê-los na Grande Reportagem "A Ruína" que será emitida esta quinta-feira no Jornal da Noite da SIC.

  • "Eu confiava no BES e dizia aos meus amigos para porem lá o dinheiro"
    0:37

    A Ruína

    Rui Miguel d'Abreu é filho de emigrantes madeirenses e nasceu na África do Sul. É cliente do BES desde 1994. Durante anos aconselhou muitos amigos a depositar dinheiro no Banco Espírito Santo. É uma das 110 pessoas com raízes em Portugal que perdeu tudo ou quase tudo com a ruína do banco de Ricardo Salgado. Vamos conhecê-lo na Grande Reportagem "A Ruína" que será emitida esta quinta-feira no Jornal da Noite da SIC.

  • Novo Banco vai reestruturar dívida de Luís Filipe Vieira
    1:22

    Desporto

    O Novo Banco vai reestruturar parte da dívida da empresa de Luís Filipe Vieira, que ronda os 400 milhões de euros. Parte dos ativos da empresa foram transferidos para um fundo para serem rentabilizados no prazo de cinco anos. Esse fundo está a ser gerido pelo vice-presidente do Benfica.

  • Dono de fábrica que ardeu na Anadia diz que produção não vai ser afetada
    2:04
  • Saco azul do BES pagou a 106 pessoas e 96 avenças ocultas
    2:21

    Economia

    Pelo menos 106 pessoas receberam dinheiro da Espírito Santo Enterprises, a companhia offshore criada nas Ilhas Virgens Britânicas e que terá funcionado como um gigantesco saco azul do Grupo Espírito Santo. O jornal Expresso revelou os primeiros vinte nomes da lista, entre os quais estão Zeinal Bava, antigo CEO da PT, e Manuel Pinho, ex-ministro da economia do Governo de José Sócrates.

  • Tragédia em Vila Nova da Rainha aconteceu há uma semana
    7:18
  • Caso que está a gerar tensão entre Angola e Portugal chega a tribunal 2ª.feira
    1:32

    País

    O julgamento da Operação Fizz começa esta segunda feira numa altura em que o tribunal da Relação ainda não decidiu se aceita o pedido de Luanda para que Manuel Vicente seja julgado em Angola. O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa foi arrolado pelo tribunal como testemunha e já respondeu por escrito. O processo será julgado no tribunal da comarca de Lisboa pelo coletivo de juízes formado por Alfredo Costa, Helena Pinto e Ana Guerreiro da Silva, estando o Ministério Público representado pelo procurador José Góis.

  • Mais de 60% dos jovens não usam preservativo
    1:42

    País

    Mais de 60% dos jovens portugueses não usam preservativo e mais de um quarto acredita que a sida se pode transmitir pelo uso partilhado de copos ou talheres. São resultados de um estudo da Universidade de Lisboa que inquiriu 116 jovens dos 18 aos 24 anos, dos 18 aos 24 anos de todas as regiões e ilhas, estudantes universitários, mas também do programa Escolhas, que abrange uma população mais desfavorecida.

  • Doze meses de polémicas, ameaças e promessas
    3:52