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A Ruína

Porque os tribunais não dão razão aos emigrantes lesados? Pedro Coelho explica

Descomplicador

Porque os tribunais não dão razão aos emigrantes lesados? Pedro Coelho explica

Há 24 mil credores que reclamam créditos no Tribunal do Comércio. No Tribunal Cível de Lisboa, os juízes insistem em não dar razão aos emigrantes lesados do BES e a absolver o Novo Banco. Porque razão os juízes negam indemnizações aos leados do Grupo Espírito Santo? Pedro Coelho explica neste "Descomplicador".

A equipa de jornalistas da SIC que realizou a série de Grande Reportagem “Assalto ao Castelo” regressa com "A Ruína". O fio condutor é, de novo, o universo BES.

"A Ruína" detalha a forma como o banco de Ricardo Salgado conseguiu convencer 8 mil emigrantes a comprarem 723 milhões de euros de ações preferenciais de veículos financeiros esculpidos pelo BES. A dar fortes sinais de contaminação pelo peso da dívida das empresas do grupo Espírito Santo desde 2009, o banco viu-se forçado a encontrar formas rápidas de gerar liquidez. Entre 2012 e 2014 os emigrantes, financeiramente iletrados, foram o alvo. E o BES vendeu-lhes títulos de dívida do banco e das empresas falidas do grupo que só poderiam ser transformados em dinheiro em 2047 - 2051. Que esquema inventou o BES para convencer estes 8 mil emigrantes a investirem no risco e no incerto?

Veja o Episódio 2 – “Justiça Cega”, quinta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

(Re)veja aqui o Episódio 1 - O Conto do Vigário

  • A Ruína - Episódio 1: O Conto do Vigário
    35:28

    Grande Reportagem SIC

    Oito mil emigrantes financeiramente iletrados compraram 723 milhões de euros de ações preferenciais acreditando estar a colocar o dinheiro (as poupanças de uma vida) na segurança de depósitos a prazo. Foram enganados e a Grande Reportagem explica que estratagema usou o Banco Espírito Santo para os enganar. Em Portugal e Paris, a SIC mostra os casos e conta as histórias dos lesados do BES que perderam tudo.

  • A revolta dos emigrantes lesados do BES perante a (in)justiça
    0:51

    A Ruína

    A Justiça portuguesa não dá razão aos lesados do BES. Os juízes do Tribunal Cível de Lisboa negam indemnizações aos emigrantes. Entendem que as poupanças não transitaram para o Novo Banco e que os lesados não têm direto de as recuperar. António Ferreira Fernandes é um dos emigrantes a quem foi negado esse direito. Vamos conhecê-lo no 2.º episódio da Grande Reportagem "A Ruína- Justiça Cega", esta quinta-feira no Jornal da Noite.

  • Qual o esquema que o BES usou para enganar os emigrantes? Pedro Coelho explica
    3:41

    A Ruína

    Neste "Descomplicador", Pedro Coelho explica o que são ações preferenciais. Um produto que o BES desenhou um produto à medida dos emigrantes. Seguro e em tudo idêntico a um depósito a prazo com direito a um juro ligeiramente maior para residentes no estrangeiro. Seria? Não. De todo. O que precisa de saber para seguir com a atenção no máximo a primeira Grande Reportagem da série "A Ruína" a que chamámos "O Conto do Vigário".

  • BES: um pesadelo na justiça
    2:55

    A Ruína

    Há 24 mil credores a reclamarem créditos no Tribunal do Comércio. Os tribunais de todos os ramos da justiça não têm resposta para este caos. Os emigrantes estão a recorrer à justiça, sobretudo aos tribunais cíveis. Em vão. Os tribunais negam as indemnizações aos emigrantes. As decisões da justiça têm como base decisões do Banco de Portugal que entendem que as poupanças não transitaram para o Novo Banco e por isso, os lesados não têm o direito de as recuperar. Nesta reportagem contamos o caso de António Ferreira Fernandes na barra do tribunal. Um excerto da "Justiça Cega", o segundo episódio da Grande Reportagem "A Ruína" que será emitida na próxima quinta-feira, no Jornal da Noite.

  • As suspeitas que recaem sobre Ricardo Salgado e Manuel Pinho
    2:00