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A transição democrática na Tunísia

A Tunísia, primeiro país da chamada "primavera árabe", encerrou em dezembro, com as primeiras presidenciais livres, o ciclo de transição política iniciado com a revolução de 2011 que depôs Zine el Abidine Ben Ali, que estava no poder há 23 anos. O país enfrenta importantes problemas de segurança, quer pela instabilidade na vizinha Líbia quer pela forte presença de extremistas no seu território, tendo sofrido um ataque terrorista contra um dos principais museus da capital em março deste ano, no qual morreram mais de duas dezenas de pessoas, entre as quais vários turistas.

© Zoubeir Souissi / Reuters

A Tunísia, um dos países mais laicos da sua região, tem o desafio de resolver as divergências entre os setores laicos e islamitas, que prevalece. Apesar de persistirem problemas como conflitos sociais, o surgimento  de violência atribuída a grupos 'jihadistas', o aumento do desemprego e a quebra no crescimento económico, o país tem dado sinais de estabilidade, nomeadamente com a aprovação de uma constituição que consagra a igualdade entre homens e mulheres e a liberdade religiosa, rejeitando o Islão como fonte do Direito. 

O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, é o convidado do Sociedade das Nações. Nesta entrevista, o chefe do executivo tunisino faz o balanço dos primeiros meses no governo do país. 

Habib Essid explica ainda porque razão a Tunísia está contra a decisão europeia de destruir as embarcações que transportam migrantes para a Europa através do Mediterrâneo.A medida, tomada pelos ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros da União Europiea, insere-se no combate ao tráfico de pessoas no Mediterrâneo, onde, desde o início de 2015, quase 2000 migrantes morreram ou desapareceram.
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