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Perseguição religiosa e o futuro do Cristianismo

A fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou recentemente um relatório que denuncia a "limpeza étnico religiosa" contra os cristãos no Médio Oriente e em algumas regiões de África. O documento, que analisa a situação em 22 países entre 2013 e 2015, conclui que os cristãos não só continuam a ser os mais oprimidos e violentados, como estão a ser obrigados a abandonar zonas onde sempre viveram.

sta semana no Sociedade das Nações, D. George Jonathan Dodo, bispo Católico de Zaria, na Nigéria, numa zona de fronteira entre muçulmanos e cristãos, e a irmã Annie Demerjian, de Alepo, na Síria, discutem a sobrevivência da Igreja no Médio Oriente e em África. De acordo com o relatório, a situação dos cristãos tem vindo a agravar-se e o número de países onde os cristãos sofrem de "perseguição extrema" aumentou de seis para dez, desde 2013.

A Nigéria, o Sudão, o Iraque e a Síria juntam-se agora à lista de piores infratores, que já existia, e da qual constam a China, a Eritreia, a Coreia do Norte, o Paquistão, a Arábia Saudita e Vietname. O documento conclui ainda que o medo do genocídio, por parte do autodenominado Estado Islâmico e de outros grupos radicais, desencadeou um êxodo de cristãos sem precedentes do Médio Oriente, mas também de dioceses inteiras em África.

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