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Onde encontrar informação

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O nutricionista Pedro Graça dirige o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, criado pela Direcção Geral da Saúde em 2011, com carácter de programa de saúde prioritário. No âmbito deste programa, foram criados três sites onde pode encontrar informação fidedigna na área da alimentação.


http://www.alimentacaointeligente.dgs.pt/

http://www.alimentacaosaudavel.dgs.pt/

http://nutrimento.pt/


No site http://www.ficanalinha.pt/, da DECO, pode também encontrar informação, propostas e receitas. 


Pedro Graça escreve para a Grande Reportagem SIC sobre a evolução das recomendações alimentares. 


"As recomendações alimentares norte-americanas são publicadas a cada 5 anos desde 1980, ou seja, há 35 anos. São consideradas um standard apesar de adequadas a uma população ocidental com caraterísticas distintas de outras populações.


As primeiras, publicadas em 1980, faziam 7 recomendações: Consuma uma grande variedade de alimentos; Mantenha um peso adequado. Evite excesso de gordura. Consuma quantidades adequadas de fibra. Evite o excesso de açúcar. Evite o excesso de sal. Se consumir álcool, faça-o com moderação.


Em 2005, as recomendações já eram 9 mas continuavam a sugerir orientações relativamente semelhantes: O consumo variado de alimentos com poucas calorias e muitos nutrientes; a manutenção do peso adequado; o consumo de quantidade adequadas de fibra e produtos integrais; o consumo diário de fruta e hortícolas; a redução do consumo de sal e o cuidado com excesso de açúcar e, adicionalmente, (aqui a novidade) a promoção de atividade física e o cuidado com a higiene dos alimentos.


Em 2010, a última publicação recomendava no mesmo sentido, com 4 grandes linhas de ação: A manutenção do peso. Os alimentos a reduzir (açúcar, gordura, sal, álcool) e os a incentivar (fruta e hortícolas de várias cores, cereais integrais, leguminosas, lacticínios magros) e ainda os cuidados com a higiéne e segurança dos alimentos.


Ou seja, ao longo destes anos, e apesar da investigação continuar ativa e a produzir muita informação de qualidade, as regras base para uma alimentação saudável têm-se mantido relativamente estáveis.


O que, por vezes, aparenta ser o discurso contraditório de cientistas e nutricionistas, tem a ver, provavelmente, com o facto da ciência ser hoje bastante mais visível e também competir com muitos interesses que a promovem, apoiam economicamente e, em ultima instância, a mediatizam.


Por exemplo, apesar de hoje se saber muito mais sobre algumas compostos com propriedades anti-oxidantes positivas para a saúde e presentes no chocolate e de isto ser muito mediatizado e investigados, o chocolate continua a ser grande fornecedor de gordura, açúcar e calorias. O cacau possui, na sua composição, aproximadamente 50% de gordura. Uma pequena barra de chocolate de leite de 28 g pode fornecer quase um terço da gordura saturada que um adulto deve consumir por dia e possui, na maior parte dos casos quantidades elevadas de açúcar e calorias.


Outro exemplo pode ser dado com as cebolas. Apesar do vinho tinto ou do chocolate gozarem de uma maior reputação e mediatismo pela presença de substâncias anti-oxidantes, as cebolas pertencem ao grupo dos hortícolas desde sempre recomendadas. As cebolas são uma excelente fonte deste tipo de substâncias com propriedades anti-inflamatórias como os flavonóides. Mas as cebolas não têm uma indústria a promover a divulgação das suas excelentes propriedades.​

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