07.12.2011 14:44

BE acusa governos de "completa leviandade" e diz que barragem do Tua é "negócio ruinoso"

 
 

O BE afirmou hoje que é preciso "parar" o "negócio ruinoso" da construção da barragem do Tua e considerou a eventual perda de classificação do Douro como Património da Humanidade será "um desastre".

"O que sabemos hoje é que a construção da barragem do Foz-Tua implica a perda de classificação como património da paisagem protegida do Douro,  o BE tinha vindo a alertar para esta situação, nós fizemos vários projectos  de resolução contra o Plano Nacional de Barragens, mas também no que diz  respeito ao património e às obrigações da tutela da Cultura", disse a deputada  do BE Catarina Martins aos jornalistas no Parlamento. 

Hoje o jornal Público cita um relatório, elaborado pela associação Icomos,  que refere que a construção da barragem terá "um impacto irreversível e  ameaça o valor excepcional universal (que é o fundamento da classificação  da UNESCO)". 

A deputada do BE teceu várias críticas aos sucessivos governos na aplicação do Plano Nacional de Barragens e considerou que "tem existido a mais completa leviandade do Governo PS, mas também agora do actual Governo PSD/CDS para com as questões do património cultural". 

"É preciso dizer que a barragem do Foz-Tua tem uma capacidade mínima  de produção de energia, portanto, não é necessária, não precisamos da barragem,  e é uma barragem que do ponto de vista económico é um desastre para o país,  que nos fica caríssima, todo o Plano Nacional de Barragens é um desastre  para o país", declarou.  

Catarina Martins sublinhou que a classificação do Alto Douro Vinhateiro  como Património Mundial da Humanidade é "uma fonte de receitas para a região,  pelo turismo". 

A deputada assinalou que a obra da barragem "ainda não começou propriamente" que este negócio "é ruinoso" para o Estado português.  

"Destrói o ambiente, a paisagem, o património cultural, porque é não se há de parar? Porque é que quando estamos a ver um desastre temos de andar  mais depressa?", interrogou. 

Com Lusa

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