16.02.2012 11:52

Caminhar devagar pode indicar o risco de demência

 
 

A velocidade a que uma pessoa anda pode ser um indicativo do risco de demência, afirmam cientistas norte-americanos. Dizem ainda que a força do aperto de mão na meia idade é indício de risco cardíaco.

Um estudo publicado em 2009 no British Medical Journal já afirmava que existe uma “forte associação” entre caminhar devagar e ataque cardíaco. Um outro estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association indicava que há uma ligação entre caminhar mais rápido aos 65 anos e uma maior esperança de vida.

Neste último estudo norte-americano, liderado por Erica Camargo, do Boston Medical Centre, foram analisadas 2410 pessoas com médias de idade de 62 anos. Foram feitos testes de força, velocidade de caminhar e tomografias ao cérebro.

Os resultados apresentados no congresso anual da Academia de Neurologia mostraram que, 11 anos depois, 34 destas pessoas desenvolveram demência e 79 sofreram um enfarte.

“Estes foram testes básicos que nos forneceram dados sobre o risco de demência e enfarte e que podem ser executados por um qualquer neurologista”, disse Erica Camargo, citada pela BBC. “Mas serão necessários mais estudos para perceber porque isto acontece e para determinar se existem outras doenças na origem de um caminhar mais lento ou de uma menor força”.

Em declarações à BBC, a diretora do centro britânico de investigação de Alzheimer, Marie Janson, diz que “embora este estudo ainda não esteja publicado, suscita algumas questões importantes sobre problemas físicos, como por exemplo, se a dificuldade em andar precede outros sintomas associados à demência”.

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