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Livro de Jaime Ramos trata de "questões centrais" na vida coletiva portuguesa - José Reis

Maria do Céu Sérgio

Coimbra, 16 abr (Lusa) - O catedrático de Economia José Reis considerou hoje, em Coimbra, que o livro de Jaime Ramos "Não basta mudar as moscas..." é "impressivo", tratando de "forma corajosa, assuntos centrais" da vida coletiva portuguesa.

Coimbra, 16 abr (Lusa) - O catedrático de Economia José Reis considerou hoje, em Coimbra, que o livro de Jaime Ramos "Não basta mudar as moscas..." é "impressivo", tratando de "forma corajosa, assuntos centrais" da vida coletiva portuguesa.

"É um livro impressivo, porque é escrito com a veemência da alma. Trata de forma corajosa assuntos centrais da nova vida coletiva", afirmou o diretor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

O livro, da autoria do presidente da Fundação ADFP, foi lançado hoje na Casa da Cultura de Coimbra, numa sessão em que estiveram presentes políticos, professores, médicos, empresários, entre outros.

"Fala de tudo o que é essencial na sociedade portuguesa. Da política, da vida e dos valores democráticos, da economia, da produtividade e dos salários, da organização administrativa e do Estado, da demografia, da saúde, do território, da pobreza da solidariedade", disse José Reis, antigo secretário de Estado num governo socialista.

Introduz, adiantou José Reis, "uma visão que vem ao arrepio dos tempos e das modas" e é "um elogio do que há de criativo, de construtivo, nas visões conflituais".

Segundo António Barbosa de Melo, um dos fundadores do PSD e outro dos apresentadores da obra, o livro "Não basta mudar as moscas...Propostas para restaurar a República" "é um hino à liberdade e à humanidade superior".

Ao intervir na sessão, presidida pelo antigo eurodeputado Manuel Porto, o autor considerou que se vive "uma situação de bloqueio" em termos da democracia e do país.

Jaime Ramos, médico e antigo deputado, explicou que no livro escreve acerca de "três desígnios nacionais fundamentais", sobre os quais é preciso atuar, nomeadamente, o envelhecimento da população portuguesa, o "desprezo pelo território" e a balança externa.

"Não temos democracia a mais, temos que melhorar a nossa democracia. Temos obrigação de trazer ideias novas para o nosso sistema democrático, para que ele seja mais vivo", salientou o antigo governador civil de Coimbra e antigo presidente da Câmara de Miranda do Corvo.

MCS

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