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Indústria: Polisport quer fechar ano com 17 ME em vendas e internacionalizar-se para a China dentro de cinco anos

João Pedro Serafim

Lisboa, 03 mai (Lusa) - A Polisport Plásticos, empresa especializada na produção de equipamentos para bicicletas e motos, anunciou hoje esperar alcançar uma faturação global de 17 milhões de euros no final do ano e internacionalizar-se para a China dentro de cinco anos.

Lisboa, 03 mai (Lusa) - A Polisport Plásticos, empresa especializada na produção de equipamentos para bicicletas e motos, anunciou hoje esperar alcançar uma faturação global de 17 milhões de euros no final do ano e internacionalizar-se para a China dentro de cinco anos.

"A internacionalização para a China está em estudo. É um país onde queremos ter uma presença expressiva ao nível do segmento de produtos inovadores e diferenciadores de média/alta gama [caso dos porta bebés para bicicletas] em que somos líderes europeus", disse à agência Lusa o presidente executivo da empresa com sede em Aveiro.

"A China é um país da Ásia onde podemos ter uma forte procura para os nossos produtos, mas nunca antes de quatro a cinco anos. O objetivo é o de criar um sistema de distribuição em parceria com distribuidores locais, tendo como zonas de referência Xangai e Shenzhen, na região de Guandong", explicou Pedro Araújo.

No setor das bicicletas, a Polisport fabrica acessórios como capacete guarda-lamas, bidões, proteções e porta bebés, sendo nestes últimos onde se concentra o maior volume de vendas.

"Queremos produzir em Portugal e exportar os nossos produtos [porta bebés para bicicletas e capacetes] para a China, onde há um mercado crescente de consumidores que estão dispostos a adquirir produtos com maior qualidade e que se diferencia", avançou.

Em 2010, a empresa de Aveiro fabricou 380 mil porta bebés para bicicleta, disse à Lusa Pedro Araújo, destacando que a Polisport continua na Ásia continua a crescer no Japão, na ordem dos 8 por cento, apesar do forte sismo de 11 de março.

Na Coreia do Sul e na Tailândia "as vendas estão [também] a correr bem quer nos produtos para motas, quer nos equipamentos vocacionados para bicicleta", o mesmo se passando na Indonésia e Malásia, destacou o gestor.

A Polisport, que exporta 97 por cento do que produz, regista um crescimento global de 10 por cento nas vendas, prevendo chegar aos 17 milhões de euros em 2011, contra 16,5 milhões no ano passado.

Este responsável disse também à Lusa que fora da Ásia e do núcleo de mercado europeus, como a Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Espanha, a empresa está a apostar, principalmente, em produtos associados a motas onde o crescimento até agora observado supera os 200 por cento no primeiro trimestre do ano.

Questionado sobre a crise garantiu à Lusa que "não a sentimos grandemente". Pedro Araújo explicou que em Portugal a empresa está a ter alguns problemas devido aos constrangimentos resultantes da situação de ajustamento financeiro que está a afetar as empresas suas subcontratadas.

Nos próximos cinco anos, a Polisport pretende crescer entre 10 a 15 por cento em faturação e investir por ano 10 por cento do volume de faturação, salientou.

A empresa, que em Aveiro tem três unidades, a Polispor, Polinter e a Poli2, na sua estratégia de internacionalização aposta na inovação, diferenciação, conhecimento, marketing e na proximidade do mercado, emprega atualmente 180 pessoas.





JS

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