Lusa

Teatro: Prémio FATAL 2011 para TEUC, da Universidade de Coimbra

Ana Nunes Cordeiro

Lisboa, 07 jun (Lusa) -- O TEUC -- Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra é o grupo vencedor do Prémio FATAL 2011, hoje atribuído na festa de encerramento da 12.ª edição do Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa.

Lisboa, 07 jun (Lusa) -- O TEUC -- Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra é o grupo vencedor do Prémio FATAL 2011, hoje atribuído na festa de encerramento da 12.ª edição do Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa.

"Um Dia de Raiva", uma criação coletiva com encenação de Nuno Pino Custódio, fixação de texto de Helder Wasterlain e dramaturgia de ambos, foi o espetáculo que valeu ao TEUC o galardão de melhor espetáculo do certame, no valor de 1500 euros, patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos.

O júri do FATAL justificou a decisão indicando que "quis distinguir, em particular, neste espetáculo, a capacidade de construção lúcida de um texto dramático a partir da realidade socioeconómica portuguesa contemporânea, especialmente aquela que afeta a juventude universitária e a sua inserção no mercado de trabalho".

Das 15 peças apresentadas este ano no FATAL, que decorreu entre 16 e 28 de maio no Teatro da Comuna e outros espaços da capital, o júri decidiu distinguir com o Prémio FATAL Cidade de Lisboa 2011, para o espetáculo mais inovador, o grupo GTN -- Grupo de Teatro da Nova (da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), por "Antitheos ou a Divina Antagonista", a partir da "Antígona", de Sófocles, encenada por Adriana Aboim.

Também no valor de 1500 euros, o prémio, patrocinado pela Câmara Municipal de Lisboa, foi atribuído ao GTN "considerando que a inovação, hoje em dia, passa sobretudo pela renovação, pela reutilização, pelo melhoramento", indicou o júri.

"Entendemos, assim, distinguir um interessante trabalho dramatúrgico à volta de um texto clássico para a criação de um espetáculo de linguagem contemporânea. De salientar ainda todo um trabalho plástico que aproveitou de forma criativa o espaço de apresentação do espetáculo, bem como o trabalho de todo o elenco, que se moveu na frágil fronteira entre a construção de uma personagem e a presença do eu/ator", argumentou.

O Prémio FATAL do Público, patrocinado pelo Instituto Português da Juventude (IPJ) e destinado a premiar o espetáculo que obteve a mais alta classificação dos espetadores do festival, foi atribuído ao grupo GEFAC -- Grupo de Folclore e Etnografia da Academia de Coimbra (da Universidade de Coimbra), por "Bicho, Gente e Outros Quebrantos".

O júri decidiu ainda atribuir duas menções honrosas: ao GTL - Grupo de Teatro de Letras (da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), que apresentou uma encenação de "Prometeu Agrilhoado", a partir de Ésquilo, e ao GrETUA -- Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro, que propôs "Contos ao Palco", incorporando no espetáculo, segundo o júri, "uma ideia de oralidade, transformando os textos de dois escritores característicos da literatura portuguesa (Branquinho da Fonseca e Vergílio Ferreira) em dois quadros cómicos com um interessante sentido de ritmo".

O júri FATAL 2011 foi constituído por António Caldeira Pires e Rui Vieira Nery (Fundação Calouste Gulbenkian), Heliana Vilela (diretora regional do Instituto Português da Juventude), Joaquim René (diretor de produção do Teatro Municipal Maria Matos, pela Câmara Municipal de Lisboa), Paulo Morais (professor da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa) e dois estudantes, José Pereira (Associação Académica da Universidade de Lisboa) e Simão Pamplona, do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.





ANC.

Lusa/fim

  • Saiba como pode ficar a pagar menos IMI
    7:11