Cultura

Museu Nacional de Arte Antiga com entrada livre no Dia do Amigo a 27 de abril

O primeiro-ministro António Costa e diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, observam a pintura "Anunciação", de Álvaro Pires de Évora, adquirida pelo Ministério da Cultura no leilão da Sotheby's em Nova Iorque.

MIGUEL A. LOPES

O Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, vai celebrar o Dia do Amigo, a 27 de abril, com uma visita guiada e um concerto, com entrada livre, no âmbito do 106.º aniversário do Grupo de Amigos.

De acordo com o museu, o programa, que pretende divulgar a atividade do Grupo de Amigos do MNAA, o mais antigo do país, criado há mais de cem anos, inclui uma visita guiada à recentemente adquirida pintura do artista português do século XV Álvaro Pires de Évora, "A Anunciação".

O quadro foi adquirido pelo Estado, num leilão, em Nova Iorque, em fevereiro, por 280 mil euros, tornando-se a primeira obra deste artista a entrar na coleção daquela entidade, e foi colocada na mesma sala dos Painéis de São Vicente, atribuídos a Nuno Gonçalves.

A pintura foi comprada por 350 mil dólares (280 mil euros), num leilão da Sotheby's, em Nova Iorque, em fevereiro, também com o apoio do Grupo dos Amigos do MNAA, e passou a estar em exposição permanente no museu.

No âmbito da celebração, está previsto um concerto com o Quarteto Jovem de Lisboa, cujo repertório abrange peças desde o barroco até à atualidade, e que nesta data irá interpretar obras de Mozart, Bocherini, Bach, Strauss, Shostakovitch, e Gardel.

O grupo reúne Beatriz Saglimbeni e Miguel Vaz nos violinos, Beatriz Acosta na viola de arco, e Marta Nabeiro no violoncelo.

Criado em 1884, o MNAA acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, de pintura, escultura, artes decorativas portuguesas, europeias e da expansão marítima portuguesa, desde a Idade Média até ao século XIX, e é um dos museus com maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

Além dos Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, o acervo integra ainda, entre outros tesouros, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por Manuel I, datada de 1506, e Biombos Namban, do final do século XVI, que registam a presença dos portugueses no Japão.

Hieronymous Bosch, Albrecht Dürer, Piero della Francesa, Hans Holbein, o Velho, Pieter Bruegel, o jovem, Pieter de Hooch, Lucas Cranach, Hans Memling, Jan Steen, van Dyck, Giordano, Zurbarán, Murillo, Ribera, Poussin, Tiepolo, Fragonard apenas são alguns dos mestres europeus representados na coleção do MNAA.

Lusa