Desporto

Homem acusado de atropelar mortalmente adepto italiano vai a julgamento

O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa decidiu hoje que o adepto do Benfica acusado de atropelar mortalmente o adepto italiano de futebol Marco Ficini, junto ao Estádio da Luz, vai a julgamento. Além de Luís Pina, a juíza de instrução criminal Isabel Sesifredo também proferiu despacho de pronúncia (decidiu levar a julgamento) os restantes 21 arguidos no processo: outros nove adeptos do Benfica com ligações à claque No Name Boys e 12 adeptos do Sporting da claque Juventude Leonina, nos exatos termos da acusação do Ministério Público.

O principal arguido, Luís Pina, está acusado do homicídio de Marco Ficini e de outros quatro homicídios na forma tentada, enquanto os restantes arguidos estão acusados de participação em rixa, de dano com violência e de omissão de auxílio.


A instrução - fase facultativa que visa decidir por um juiz se os arguidos vão a julgamento - foi requerida por nove dos arguidos, incluindo Luís Pina, que, no requerimento de abertura de instrução, a que a agência Lusa teve acesso, sustenta que "nunca teve intenção" de atropelar e "muito menos matar um ser humano".


A sessão de hoje ficou marcada pela presença de um forte dispositivo policial, incluindo 'spotters' (responsáveis pelo acompanhamento de claques), sobretudo no exterior e nas imediações do Campus da Justiça, na zona da Expo, mas ao contrário da última sessão, onde estiveram todos os arguidos, hoje só marcaram presença os advogados e quatro dos 22 arguidos no processo.


O debate instrutório, que se realizou a 22 de março, ficou marcado por momentos de tensão no interior e à saída do tribunal, no Campus da Justiça, entre arguidos com ligações aos No Name Boys e à claque Juventude Leonina, o que obrigou à intervenção policial para evitar os confrontos.

Com Lusa