Desporto

O 'talismã' Samuel Caldeira converteu-se no "suplente presente" na Volta a Portugal

Samuel Caldeira não abdicou do estatuto de talismã de vencedores da Volta a Portugal em bicicleta e, na 80.ª edição, converteu-se no "suplente presente" da W52-FC Porto para celebrar a conquista da 'sua' nona amarela.

Este ano, o mais famoso dos 'talismãs' do pelotão português está a correr a prova rainha do calendário nacional por fora. Uma queda violenta na Volta a Madrid, que resultou numa preocupante fratura na coluna, privou-o de ampliar o seu registo vencedor: em nove participações, ajudou a levar o líder da equipa à amarela em oito ocasiões.

Perante currículo tão impactante, os responsáveis da equipa portista preferiram não arriscar, e o ciclista algarvio foi convidado a acompanhar a W52-FC Porto em todos os momentos, desde o arranque da 80.ª edição, a 01 de agosto, em Setúbal.

"Desde o prólogo estive sempre com a equipa, do princípio ao fim. Não seria a minha ausência que faria com que não vencêssemos. Não quisemos correr o risco, daí ter vindo dar o meu apoio à equipa", disse à agência Lusa, em jeito de brincadeira.

Apesar das dificuldades em adaptar-se à nova realidade - "certas vezes há a vontade de intervir na corrida, de estar lá dentro. Sofre-se um bocadinho mais, mas é uma forma diferente de fazer a Volta a Portugal" -, o corredor portista parece estar como peixe na água na sua missão de 'motivador' externo.

"Era o suplente presente. De qualquer forma, em certas alturas, senti que havia um colega ou outro que se sentia mais confortável na minha presença. Às vezes, dava aquela palavra, aquela orientação psicológica. Penso que também seja bom e motivador para eles", reconheceu.
Embora esteja ciente da sua importância no seio da W52-FC Porto, o algarvio de 32 anos recusa assumir-se como o capitão do grupo.

"Se calhar, é a forma como me veem, mas eu sinto-me um ciclista igual a todos eles. Sinto que, por vezes, dão-me mais ouvidos, talvez pela idade que tenho, ou pela minha maneira de ser", sustentou.

Para ser como todos os outros, Caldeira partilhava as rotinas com os colegas, com exceção das primeiras horas da manhã. "Ia sempre de bicicleta para as partidas. Ficava com o treino feito. A partir daí, fazia a corrida sempre no carro, no segundo ou no primeiro, consoante os convidados que tivéssemos. Chegando ao hotel, acabava por ser mais um colega de equipa, e não um elemento da equipa técnica", revelou.

Com mais uma vitória em perspetiva -- Raúl Alarcón deverá confirmar a sua segunda vitória no contrarrelógio de hoje -, o ciclista português não se arrepende de ter tomado a decisão de 'correr' a Volta a Portugal por fora.

"Foi uma decisão que tomada em maio, quando caí e fraturei a coluna. Na altura, davam-me cerca de três meses de paragem total. Isso implicava só voltar a andar de bicicleta no início de agosto, e com as dores que eu tinha na altura, e com a gravidade da lesão, falando com o Nuno [Ribeiro, diretor desportivo], pus logo de parte a ida à Volta a Portugal. Os diagnósticos médicos que me fizeram assustaram-me bastante", contou à Lusa.

Caldeira não queria estar a recuperar à pressa para estar a fazer a Volta, por temer que isso, futuramente, lhe pudesse trazer problemas. "Por felicidade, consegui recuperar mais rápido do que estava previsto. Quis logo ir a fazer a Nacional 2, porque sentia-me bem para isso, mas a equipa já estava estruturada de uma forma, já tinha os atletas eleitos para fazerem a Volta. Eu poderia ter vindo fazer a Volta, mas sinto que não ia ser o Samuel Caldeira que costumo ser na Volta a Portugal. Acho que a equipa fez a melhor escolha", vincou.

Sem poupar elogios aos colegas que, este ano, escudaram o camisola amarela, o 'dragão' considerou que a equipa se adaptou à sua ausência. "Estiveram muito bem", concluiu.

Lusa

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