Desporto

Real Madrid nega ter pressionado Ronaldo para assinar acordo com Kathryn Mayorga

Susana Vera

O Real Madrid nega ter qualquer conhecimento sobre o caso da alegada violação que envolve Cristiano Ronaldo. Em comunicado, o clube madrileno anunciou ainda que vai processar o jornal português Correio da Manhã, que avançou que teria sido o clube a pressionar o internacional português para assinar um acordo com Kathryn Mayorga.

O comunicado adianta que o jornal português publicou "uma informação veementemente falsa e com intenções de manchar gravemente a imagem" do clube. Pede ainda uma retificação por parte do meio de comunicação.

Leia aqui o comunicado na íntegra:

El Real Madrid C. F. comunica que ha emprendido acciones legales contra el diario portugués Correio da Manhã por la publicación de una información rotundamente falsa y que intenta dañar gravemente la imagen de nuestro club.

El Real Madrid no tenía conocimiento alguno del hecho al que se refiere dicho diario relativo al jugador Cristiano Ronaldo y, por tanto, no pudo ejercer ninguna acción sobre algo que desconocía absolutamente.

El Real Madrid ha exigido una rectificación total por parte del citado medio.

O Correio da Manhã já reagiu ao comunicado do Real Madrid. O diretor-executivo do jornal afirmou que "a notícia que foi manchete do CM e que teve todo o destaque na CMTV foi devidamente verificada pela redação".

"Mantemos, naturalmente, linha por linha, o que foi publicado. Pessoalmente, também estranho muito esta reação do Real Madrid, mas responderemos em todos os fóruns para os quais formos citados. Aos nossos leitores e espectadores, asseguro que continuaremos a investigar este caso, independentemente das tentativas de pressão vindas de que país vierem", disse Carlos Rodrigues ao jornal.

O caso

Cristiano Ronaldo está a ser acusado por Kathryn Mayorga de violação, num quarto de hotel, em Las Vegas. O caso remonta a 2009 e está agora a dar que falar, depois da mulher norte-americana ter dado uma entrevista ao jornal alemão Der Spiegel.

Num comunicado, divulgado esta quarta-feira, o advogado do internacional português confirmou esta quarta-feira que houve um acordo entre ambas as partes. Contudo, Peter S. Christiansen sublinhou que este acordo não representa uma "confissão de culpa" e disse ainda que os documentos divulgados pelos media são "puras invenções", um resultado de roubo e manipulação das informações.

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