Economia

Inspeção-Geral das Finanças afasta intervenção humana no "apagão fiscal"

A auditoria feita pela Inspecção-Geral de Finanças a pedido do Governo concluiu que é pouco provável que tenha existido intervenção humana nos erros de processamento do Fisco. Já foi conhecido o relatório sobre o apagão que permitiu que várias transferências para paraísos fiscais não fossem fiscalizadas.

A auditoria da Inspeção-Geral das Finanças às falhas de processamento do Fisco de 10 mil milhões de euros de transferências para contas em paraísos fiscais aponta uma combinação de anomalias informáticas como causa do problema.

No relatório, citado pelo jornal Público, a entidade diz que houve uma combinação de factores tecnológicos relativos à aplicação informática e à configuração na base de dados.

Entre 2011 e 2014,10 mil milhões de euros foram transferidos para paraísos fiscais que escaparam ao controlo do Fisco devido às falhas apresentadas.

A Inspecção-Geral de Finanças sugere ainda que se investigue a eventual responsabilidade das empresas informáticas contratadas, que substituíram o software de fiscalização em 2013.