Economia

Albuquerque considera "lamentáveis" declarações de Costa sobre défice da Madeira

Albuquerque considera "lamentáveis" declarações de Costa sobre défice da Madeira

Miguel Albuquerque acusa António Costa de ter iniciado a pré-campanha para derrubar, a qualquer preço, o Governo Regional do PSD nas eleições de 2019. Foi a resposta do líder madeirense depois de o primeiro-ministro ter responsabilizado o executivo insular pelo aumento, em uma décima, do défice de Portugal em 2017. Albuquerque considera as declarações lamentáveis e acusa ainda o chefe do Governo de não respeitar compromissos com a Madeira.

"A Madeira tem as suas contas controladas como é do conhecimento de todos e a declaração do primeiro-ministro ontem [quarta-feira] é a todos os títulos lamentável", disse Miguel Albuquerque aos jornalistas à margem da visita que efetuou hoje às obras de requalificação do Museu Vicentes.

Miguel Albuquerque sustentou que "este primeiro-ministro não cumpre aquilo que prometeu aos madeirenses e depois vem confundir duas coisas que ele sabe muito bem, e fê-lo deliberadamente, que é o défice em termos de contabilidade pública e aquilo que não é o défice em termos de contabilidade administrativa".

O PS e o primeiro-ministro apontaram na quarta-feira a "desagradável surpresa" do défice orçamental da Região Autónoma da Madeira, "único governo do PSD que resta em Portugal".

Já no final do debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República, em Lisboa, o líder da bancada parlamentar socialista, Carlos César, apontou o facto de o défice da Madeira ser "sete vezes" mais alto do que o dos Açores, região governada pelo PS.

O responsável socialista disse que o PSD não devia "estar preocupado com os resultados e as contas" do Governo de António Costa, mas sim com "o único governo do PSD que resta em Portugal", na Madeira.

Carlos César afirmou que esta região liderada pelo PSD, num governo presidido por Miguel Albuquerque "atingiu um défice de pelo menos sete vezes mais" do que o dos Açores, e deixa "faturas para pagar".

Na resposta, António Costa reconheceu que existe essa "desagradável surpresa" do défice madeirense e que só não terá "consequências negativas" para o país devido ao bom comportamento da Região Autónoma dos Açores e das autarquias para o défice do Setor Público Administrativo.

O país, afirmou Costa, perante os sonoros protestos da bancada do PSD, "nada fica a dever" à Madeira no controlo do défice.

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