Economia

Londres dá luz verde à compra da Sky News pela Comcast e abre caminho à Fox

© David Moir / Reuters

O Reino Unido deu hoje luz verde à oferta da norte-americana Comcast pela Sky e adiantou que a proposta alternativa de compra feita pela 21st Century Fox poderá ser aprovada se for deixado de fora o canal Sky News.

O ministro da Cultura, Meios de Comunicação e Desporto britânico, Matt Hancock, afirmou hoje, na Câmara dos Comuns, que o executivo não tem objeções à oferta de 22.000 milhões de libras (24.860 milhões de euros, à taxa de câmbio atual) que a Comcast apresentou em fevereiro pela Sky.

O governante adiantou que, apesar disso, pode admitir a proposta apresentada pela Fox, controlada pelo magnata australiano nacionalizado norte-americano Rupert Murdoch, se esta vender o canal de notícias Sky News, para anular os receios expressados pela autoridade da Concorrência britânica (CMA, na sigla em inglês) sobre uma concentração excessiva sobre a propriedade dos meios de comunicação.

Murdoch, que quer comprar 61% das ações da Sky que ainda não detém, controla no Reino Unido, através do grupo News Corp, os diários The Times, The Sun e a emissora de rádio TalkSport.

"Estou de acordo com a CMA de que vender a Sky News à Disney, como foi proposto pela Fox, ou a outro comprador adequado, com um acordo para que seja assegurado o financiamento durante pelo menos 10 anos, é provavelmente a solução mais equilibrada e efetiva para o interesse público", afirmou o ministro britânico.

Hancock anunciou que foi aberto um período de "consultas" por 15 dias para avaliar os planos apresentados pela Fox, que fez uma proposta de 18.500 milhões de libras (10.900 milhões de euros) pela Sky, antes de tomar uma decisão definitiva.

O ministro sublinhou que o Governo quer garantir que a Sky News continua a ser um canal de notícias economicamente viável a longo prazo e mantém independência editorial.

"Sou otimista e creio que podemos atingir esse objetivo dada a vontade que a 21st Century Fox tem demonstrado em desenvolver uma proposta credível", concluiu.

Lusa