Economia

Concurso para a compra de 22 novos comboios lançado hoje em Marco de Canaveses

Rafael Marchante

FECTRANS considera insuficiente concurso para compra de 22 comboios para a CP.

O concurso para a compra de 22 novos comboios pela CP - Comboios de Portugal é lançado hoje, em Marco de Canaveses, distrito do Porto, com as presenças do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro do Planeamento, Pedro Marques.

O contrato para a compra de 22 unidades automotoras, por 168 milhões de euros, tem um prazo de execução de oito anos, segundo o anúncio do procedimento publicado na sexta-feira em Diário da República.

Em causa está a compra de 12 unidades automotoras bimodo e dez unidades automotoras elétricas, respetivas peças de parque e ferramentas especiais e a prestação de serviços de manutenção, preventiva e corretiva, acompanhada da prestação de serviços de formação, por um preço base de 168,21 milhões de euros.

O critério de adjudicação será a melhor relação qualidade-preço.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) considerou hoje insuficiente a compra para a CP-Comboios de Portugal de 22 novos comboios, cujo lançamento do concurso é apresentado segunda-feira em Marco de Canaveses.

Em comunicado, a FECTRANS saudou o lançamento do concurso e a aquisição de novos comboios, mas são medidas "insuficientes para responder aos problemas atuais e futuros" da CP.

"Não responde aos problemas de imediato, nomeadamente a recuperação de material circulante imobilizado, para que é necessário um plano de intervenção, dotando a EMEF [oficinas de manutenção] de toda a capacidade de intervenção com os meios financeiros, de equipamentos e materiais, assim como de trabalhadores", lê-se na nota divulgada ontem.

Aquela federação sindical manifestou o desejo de que este concurso não seja anulado como outros depois das eleições legislativas e lamentou que a compra de comboios se restrinja ao "serviço regional, impedindo a necessária aquisição de comboios para os serviços urbanos e para o longo curso, áreas da CP onde o material mais novo já está perto da 'meia vida' operacional".

Com Lusa