Assalto em Tancos

Um dos oito detidos do caso de Tancos terá ligações ao roubo de armas na PSP

Um dos oito detidos do caso de Tancos terá ligações ao roubo de armas na PSP

A investigação da Polícia Judiciária acabou por concluir que os envolvidos no roubo de armas estão ligados a redes de tráfico de droga.

A Polícia Judiciária deteve, esta segunda-feira, oito pessoas suspeitas do assalto às armas de Tancos. Os detidos são civis, sendo que um deles estará também envolvido no roubo das 57 armas da Direção Nacional da PSP.

Foram levados para a Polícia Judiciária e serão presentes na terça-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça.

"Operação Húbris II"

"Neste inquérito investigam-se as circunstâncias em que ocorreu o furto de material de guerra, entre a noite do dia 27 e a madrugada do dia 28 de junho de 2017, no Paiol de Tancos", informa o comunicado da Judiciária.

Em causa estão factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes.

Na operação com o nome "Operação Húbris II" participaram três magistrados do Ministério Público e 85 investigadores e o inquérito corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária, que conta com a colaboração de diversas unidades da PJ.

O caso do furto de armas em Tancos ganhou importantes desenvolvimentos em 2018, tendo sido detidos, numa operação do MP e da PJ, sete militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da GNR, suspeitos de terem forjado a recuperação do material em conivência com o presumível autor do roubo.

Entre os detidos está o diretor da PJM e um civil (que já foi militar), principal suspeito da prática do furto, encontrando-se ambos em prisão preventiva, num caso que levou à demissão de Azeredo Lopes do cargo de ministro da Defesa e cujas implicações políticas levaram à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ainda não começou com as audições.