Assalto em Tancos

Novo suspeito do assalto a Tancos em prisão preventiva

Rafael Marchante

A Polícia Judiciária confirmou hoje mais uma detenção no caso do roubo das armas de Tancos, por suspeitas de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes.

Em nota envida às redações, a Procuradoria Geral da República confirma novas buscas na passada quarta-feira, 9 de janeiro desencadeadas relacionadas com o assalto a Tancos.

A operação a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e do Ministério Público, com a Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária.

O furto do material de guerra, entre granadas, explosivos e munições, ocorreu entre a noite do dia 27 e a madrugada do dia 28 de junho de 2017, no Paiol de Tancos.

O inquérito corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária.

O furto do material militar, entre granadas, explosivos e munições, dos paióis de Tancos foi noticiado em 29 de junho de 2017.

O caso ganhou importantes desenvolvimentos em 2018, quando foram detidos, numa operação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, sete militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da GNR suspeitos de terem forjado a recuperação do material em conivência com o presumível autor do crime.

Entre os detidos está o diretor da PJM e um civil (que já foi militar), principal suspeito da prática do furto, encontrando-se ambos em prisão preventiva, num caso que levou à demissão de Azeredo Lopes do cargo de ministro da Defesa e cujas implicações políticas levaram à criação de uma comissão parlamentar de inquérito.