Ataque em Manchester

Bombeiros só chegaram duas horas depois ao local do ataque em Manchester

Peter Byrne

Os bombeiros de Manchester, no Reino Unido, só puderam entrar na Manchester Arena duas horas depois do atentado de 22 de maio, que matou 22 pessoas, segundo um relatório publicado esta terça-feira.

A investigação, pedida pelo presidente da câmara de Manchester, o trabalhista Andy Burnham, concluiu que houve uma "comunicação deficiente" entre os bombeiros e as restantes autoridades na noite da tragédia, decorrente da confusão sobre se havia um atacante à solta.

"Um recurso valioso não pôde dar assistência no local" porque "ficou fora do sistema", disse Bob Kerslake, que dirigiu a investigação.

A 22 de maio de 2017, um jovem britânico de origem líbia, Salman Abedi, matou 22 pessoas e feriu mais de 700 ao fazer-se explodir durante um concerto da cantora norte-americana Ariana Grande no estádio de Manchester (noroeste de Inglaterra).

A explosão ocorreu às 21:31 TMG e, segundo o relatório, os primeiros agentes da polícia chegaram ao local um minuto depois e mais polícias e serviços de emergência médica chegaram em seguida.

Mas os bombeiros foram mantidos afastados porque o oficial superior de serviço acreditou, erradamente, que havia um "atirador ativo".

A comissão que realizou a investigação afirmou que não foi possível confirmar se uma intervenção mais rápida dos bombeiros podia ter salvado vidas, o que só pode ser atestado pela medicina legal.

Conclui contudo que vidas foram salvas com a decisão de um inspetor da polícia no local de ignorar o protocolo e permitir à polícia e aos paramédicos permanecer no estádio e dar assistência aos feridos numa altura em que não era garantido que não pudessem ocorrer mais ataques.

Lusa

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