Operação Fizz

Carlos Silva disponível para prestar depoimento no processo operação Fizz

O presidente do Banco Privado Atlântico (BPA), Carlos Silva, disse hoje estar disponível para ir depor como testemunha no processo operação Fizz, via videoconferência, mas que ainda não foi notificado para prestar depoimento.

Num comunicado, enviado à agência Lusa, Carlos Silva diz estar disponível "para prestar todos e quaisquer esclarecimentos que o Tribunal considere relevantes, face a às falsidades que têm sido ditas", tendo hoje mesmo manifestado a sua disponibilidade aos juízes da Operação Fizz.

"Atendendo a que vivo em Angola, e porque face às falsidades que têm sido ditas urge um esclarecimento célere, desde já, disponibilizo-me para que o meu depoimento possa ser efetuado por videoconferência, após notificação para o efeito", adianta o banqueiro angolano.

Carlos Silva, que também é administrador do Millennium BCP, garante que não foi notificado para testemunhar no âmbito do julgamento em curso em Lisboa, acrescentando que, como consta do processo, a sua "morada pessoal e profissional localiza-se em Luanda, Angola".

Na sessão da manhã do julgamento, o coletivo de juízes decidiu fazer uma participação do BPA ao Banco de Portugal e à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, após o Banco Privado Atlântico ter recusado notificar o seu presidente, alegando que Carlos Silva não tinha morada na instituição bancária.

A procuradora do MP propôs que fosse tentada a notificação de Carlos Silva por email e o tribunal determinou que fossem solicitadas informações ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras sobre a morada em Portugal do banqueiro e à Autoridade Tributária sobre o número fiscal do banqueiro, com vista à sua notificação.

O tribunal quer ouvir Carlos Silva como testemunha, uma vez que o seu nome está a ser apontado, nomeadamente por Orlando Figueira, como responsável pela contratação do ex-procurador do Ministério Público como assessor jurídico do BPA em Angola, contrato que não foi cumprido e cuja revogação, segundo o arguido, foi elaborada pelo advogado Daniel Proença de Carvalho.

Num comunicado recente, Carlos Silva tinha negou as acusações de Orlando Figueira, referindo que são uma tentativa "recente e oportunista de adulterar a realidade" e que não praticou os atos que lhe são imputados pelo arguido.

Lusa

  • Paulo Blanco e Orlando Figueira desmentem-se e atropelam-se em tribunal
    1:59

    Operação Fizz

    Um dos arguidos no julgamento da Operação Fizz acusa o Ministério Público de violar a lei e de guardar informações sobre os suspeitos durante anos, em processos ocultos. Na sessão desta terça-feira, o advogado Paulo Branco relatou ainda que o ex-procurador Orlando Figueira foi contratado para influenciar o arquivamento de um processo contra o presidente do Banco Atlântico. Paulo Blanco e Orlando Figueira desmentiram-se e atropelaram-se na sala de audiências.

  • Advogado de Manuel Vicente questiona emissão de mandado de detenção
    0:43

    Operação Fizz

    O julgamento da operação Fizz, em que é julgado o procurador Orlando Figueira, foi retomado esta tarde. O advogado de Manuel Vicente considera estranha a emissão do mandado de detenção, na passada sexta-feira, para o seu cliente, o antigo vice-Presidente de Angola. Rui Patrício nega que estivesse prevista a vinda de Manuel Vicente a Portugal.

  • Juiz Neto Moura processou agente da PSP que lhe apreendeu o carro
    3:28

    País

    Além dos quatro militares da GNR processados pelo juiz Neto Moura, o magistrado também levou a tribunal o agente da PSP que em 2012 apreendeu o carro do juiz, porque circulava sem matrículas. Ao contrário dos militares, o agente da PSP foi absolvido.

    Notícia SIC

  • FBI despede agente que fez críticas a Trump

    Mundo

    Peter Strzok, um agente da política federal (FBI, na sigla em inglês), que o procurador especial Robert Mueller tinha removido da investigação à interferência russa pelas mensagens de correio eletrónico anti-Trump, foi despedido.