Operação Lex

Rui Rangel e Fátima Galante remetem-se ao silêncio no primeiro dia de interrogatório

LUSA

Os juízes Rui Rangel e Fátima Galante decidiram hoje remeter-se ao silêncio no primeiro dia de interrogatório na Operação Lex, no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa. Alegam que precisam de mais tempo para consultar o processo em que são arguidos.

Última atualização às 16:22

O advogado de Rui Rangel, João Nabais, afirmou aos jornalistas que o Ministério Público vai apresentar a sua posição em relação a esta questão na sexta-feira, às 10:00.

O primeiro dia das audições aos juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa terminou pouco antes das 16:00 sem que os dois arguidos tenham prestado declarações.

Ao início da tarde, João Nabais já tinha avançado que a defesa tinha suscitado "um conjunto de questões procedimentais que tem a ver com acesso de documentos e prazos".

"Tudo isto é terreno novo. Não é normal haver inquéritos e instrução no Supremo", observou João Nabais, afirmando ainda que as defesas de Fátima Galante e de Rui Rangel estão concertadas.

Os dois juízes desembargadores no Tribunal da Relação de Lisboa estão indiciados por corrupção e recebimento indevido de vantagens, branqueamento, tráfico de influência e fraude fiscal.

Além de Rui Rangel e de Fátima Galante, a Operação Lex tem pelo menos outros dez arguidos, entre os quais o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, o vice-presidente do clube Fernando Tavares e o ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol João Rodrigues.

Com Lusa

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