Óscares 2018

Meryl Streep: 21 nomeações em 39 anos

Meryl Streep continua a bater-se a si própria. Aos 68 anos a atriz norte-americana não perde o ritmo e voltou a bater o seu próprio recorde ao ser nomeada pela 21ª vez para os Óscares.

A primeira nomeação da jovem de New Jersey chegou no fim da década de 70, há 39 anos era indicada pela academia na categoria de melhor atriz secundária pelo seu desempenho em "O Caçador" ( "The Deer Hunter" na versão original). Não venceu e o Óscar foi parar às mãos da britânica Maggie Smith.

Mas Meryl não teve de fazer um jejum de nomeações durante muito tempo, um ano depois lá estava novamente. "Kramer contra Kramer" valia-lhe a segunda indicação e foi pela sua prestação no filme de Robert Benon que vence a primeira estatueta. Meryl venceu melhor atriz secundária e Dustin Hoffman, com quem fez parelha, ganhou o Óscar de melhor ator.

Meryl Streep em "Kramer contra Kramer"

Meryl Streep em "Kramer contra Kramer"

Dois anos depois voltou a colocar-se na mesma posição, desta vez na categoria principal de interpretação pelo seu desempenho em "A Amante do Tenente Francês" ("The French Lieutenant's Woman" na versão original), perdeu para a veterana Katharine Hepburn que ganharia nesse ano de 1982 o quarto Óscar da carreira.

1983. "A Escolha de Sofia" e o seu sotaque polaco entregaram a Meryl Streep a sua segunda estatueta, desta vez na categoria de melhor atriz. Saíram derrotadas Julie Andrews, Jessica Lange, Debra Winger e Sissy Spacek.

Meryl Streep em "A Escolha de Sofia"

Meryl Streep em "A Escolha de Sofia"

Na década de 80 somou mais quatro nomeações, perdeu em todas as vezes. "Reacção em Cadeia" ("Silkwood") em 1984, "África Minha" ("Out of Africa") em 1986, "Estranhos na Mesma Cidade" ("Ironweed") em 1988 e "Um Grito de Coragem" ("A Cry in the Dark") em 1989.

Com a chegada dos anos 90, Meryl Streep já acumulava oito nomeações e duas vitórias. Esta década também não sorriu a Meryl, que somou nomeações nas cerimónias de 1991, 1996 e 1999 por "Recordações de Hollywood" ("Postcards from the Edge"), "As Pontes de Madison County" ("The Bridges of Madison County") e "Podia-te Acontecer" ("One True Thing"), respetivamente.

A viragem do milénio não fez com que o ritmo da atriz abrandasse e as nomeações sucederam-se. Logo em 2000 foi nomeada pelo desempenho em "Melodia do Coração" ("Music of the Heart" na versão original), perdeu para Hilary Swank numa cerimónia apresentada por Billy Crystal.

Em 2003 voltou a ser nomeada como melhor atriz secundária por "Inadaptado", 23 anos depois de ter vencido por "Kramer contra Kramer" na mesma categoria. Perdeu para Catherine Zeta-Jones.

Se há algo que Meryl Streep tem é classe. Mas se alguém tinha dúvidas, essas desvaneceram-se quando a atriz encarnou a diva da moda, Miranda Priestly, em "O Diabo Veste Prada" ("The Devil Wears Prada"), a interpretação foi elogiada, mas em 2007 foi Helen Mirren quem ganhou o Óscar de melhor atriz pelo seu desempenho como Isabel II em "A Rainha".

2009 e 2010 voltaram a ser anos de nomeação, mas também anos de derrota. Os papéis de "Dúvida" ("Doubt") e "Julie e Julia" não foram suficientes para convencer a academia.

Muito antes de se pensar em nomeados ou vencedores para os Óscares de 2012, já o nome de Meryl Streep era falado para esse ano, aliás começou a ser falado deste que se soube que a atriz iria fazer de Margareth Thatcher em "A Dama de Ferro" ("The Iron Lady"). Com uma caracterização impressionante, Meryl Streep teve uma interpretação que fez arrepiar os membros da academia e ao fim de 28 anos sem vencer nenhum Óscar leva para casa a sua terceira estatueta.

Meryl Streep em "A Dama de Ferro"

Meryl Streep em "A Dama de Ferro"

Em 2014 "Um Quente Agosto" ("August: Osage County") vale a 18ª nomeação para a atriz, mas não lhe vale mais nada, perde para Cate Blanchett.

A categoria de melhor atriz secundária voltaria a contar com a presença de Meryl Streep em 2015, pelo seu trabalho no musical "Caminhos da Floresta". O prémio foi entregue a Patricia Arquette.

Depois de um ano de interregno é novamente nomeada em 2017. A academia decide destacar o seu desempenho em "Florence, Uma Diva Fora de Tom", a atriz levou para o grande ecrã a história de Florence Foster Jenkins, uma mulher que sonhava ser cantora de ópera. Parece que o tom da diva não estava mesmo afinado, já que o Óscar foi parar às mãos de Emma Stone pelo seu desempenho em "La La Land: Uma Melodia de Amor".

Chegados a 2018 e com 68 anos Meryl Streep recebe a sua 21ª nomeação por "The Post" batendo o seu próprio recorde.

Ao longo dos últimos 39 anos Meryl Streep foi nomeada 21 vezes, 17 das quais na categoria de melhor atriz e as restantes 4 na categoria de melhor atriz secundária. Venceu três vezes, perdeu 18. É considerada por muitos como uma das melhores atrizes de todos os tempos.

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