Operação Marquês

José Sócrates: O Confronto

José Sócrates: O Confronto

A SIC apresenta a maior investigação judicial da democracia portuguesa. Uma reportagem que mostra um homem combativo, que confronta os investigadores com as fragilidades que encontrou na Operação Marquês. O ex-primeiro ministro, José Sócrates, é a figura central no processo.

Desde o primeiro dia que José Sócrates contesta a investigação: acusa-a de ser persecutória, desprovida de provaslenta a investigar e a acusar, fechada aos arguidos, mas exposta na comunicação social. José Sócrates foi interrogado três vezes.

A primeira, quando foi detido e as restantes em 2015 e 2017. São estes dois últimos interrogatórios que estão na Grande Reportagem. José Sócrates, O Confronto mostra um homem combativo, que confronta os investigadores com as fragilidades que encontrou no processo.

  • Sócrates exalta-se quando fala sobre as férias
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    José Sócrates: O Confronto

    José Sócrates nunca negou que Carlos Santos Silva lhe pagava estadias e deslocações. Da conta bancária em nome do amigo saíram 390 mil euros para pagar férias e viagens com o ex-primeiro-ministro, amigos e familiares. Em maio de 2015, seis meses depois de ter sido detido, o Ministério Público ainda questionava esses pagamentos.

  • "O Sr. Procurador pretende lançar lama para cima das pessoas"
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    José Sócrates: O Confronto

    José Sócrates é suspeito de ter posto a sua influência política ao dispôr do Grupo Lena em vários concursos públicos. Um deles no caso da Parque Escolar. Entre 2009 e 2012, o grupo de Leiria ganhou 89 milhões em obras adjudicadas no programa de investimento escolar criado por Sócrates. Confrontado pelo procurador e inspetor tributário, o ex-governante nega ter exercido qualquer influência nos concursos.

  • "Desculpe a violência da palavra, achei isso uma manha sua"
    2:28

    José Sócrates: O Confronto

    No terceiro interrogatório, a 13 de março de 2017, José Sócrates já entrou no Departamento Central de Investigação e Ação Penal em liberdade. Nessa altura, parecia abandonada a suspeita que teria influenciado uma alteração no Programa Regional de Ordenamento do Território do Algarve a favor do empreendimento. Mantinha-se outra: a desconfiança que, em conluio com Armando Vara, então administrador da Caixa Geral de Depósitos, tivessem ganho 2 milhões de euros com a aprovação do financiamento a Vale do Lobo.

  • "Fui acusado de uma forma delirante de ser proprietário de 23 milhões..."
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    José Sócrates: O Confronto

    Há seis meses, José Sócrates e outros 27 arguidos foram formalmente acusados por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O Ministério Público afirma que o antigo governante recebeu 36 milhões de euros em troca de decisões favoráveis ao Grupo Lena, ao empreendimento Vale do Lobo e sobretudo ao grupo de Ricardo Salgado. Desde o primeiro dia que Sócrates rejeita publicamente todas as acusações mas é fundamental ver, ouvir e perceber como respondeu e se defendeu durante os interrogatórios a que foi sujeito. A SIC revela hoje os momentos mais marcantes desse Confronto.No segundo interrogatório a José Sócrates, o ex-primeiro-ministro voltou a ser confrontado pelo procurador Rosário Teixeira e pelo inspetor Tributário Paulo Silva, com as quantias que recebia de Carlos Santos Silva. Dinheiro depositado em contas na Suíça e transferido mais tarde para Portugal.

  • "Como é que se atrevem a dizer que eu fui corrompido pelo Dr. Ricardo Salgado?"
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    José Sócrates: O Confronto

    O terceiro interrogatório foi dominado pelo nome de Ricardo Salgado, aquele que é tido como o principal corruptor do ex-primeiro-ministro. Os investigadores concluíram que foi do Grupo Espírito Santo que José Sócrates recebeu a maior fatia de dinheiro, cerca de 29 milhões de euros. Dinheiro destinado a favorecer a posição do grupo de Salgado em negócios da PT. Transações em Portugal como a OPA da Sonae, a separação da PT multimédia, e no Brasil, com a venda da Vivo e a compra da OI.

  • Papa Francisco - entre a vulnerabilidade de um abalo e a oportunidade de uma reforma

    Papa e a tensão na Igreja

    Não é o tempo cronológico que define Francisco, mas o tempo da oportunidade, sem necessariamente sintonizar a ação com o tempo mediático. Esta circunstância pode dar um bom enquadramento de leitura para o «escândalo» dos abusos sexuais por parte de clérigos católicos. Mas o impacto mediático gerado pelo relatório da Pensilvânia e pela carta de um arcebispo a pedir a resignação do Papa, com a visita à Irlanda como pano de fundo, acabou por criar também uma oportunidade. Os próximos meses são por isso fulcrais para atenuar os danos e reconstruir laços de confiança nas instituições. Não há folga para oportunidades desperdiçadas. A pressão é elevada. A dimensão mediática não terá sido devidamente valorizada. Francisco ficou mais exposto às críticas e aos críticos.

    Joaquim Franco

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