Tragédia em Pedrógão Grande

Câmara de Pedrógão Grande "congratula-se com celeridade" concedida aos inquéritos judiciais

O município de Pedrógão Grande congratulou-se hoje com a celeridade que o Ministério Público (MP) e a Polícia Judiciária concederam aos inquéritos judiciais sobre os apoios à reconstrução de casas ardidas no concelho.

"A Câmara de Pedrógão congratula-se com a celeridade que os serviços do MP e da PJ entenderam conceder a estes inquéritos", afirma em comunicado a autarquia presidida por Valdemar Alves (reeleito em 2017 em listas do PS, após ter cumprido um primeiro mandato pelo PSD), defendendo que "é através dos órgãos próprios da Justiça -- e não na praça pública -- que se apuram serenamente os factos e se repõe a verdade objetiva".


Esta posição da Câmara de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, é uma reação às buscas e diligências de investigação que a PJ está hoje a realizar no edifício principal da autarquia e na Casa Municipal da Cultura, onde funciona o gabinete do Fundo REVITA.


"Na sequência dos pedidos de inquérito judicial solicitados pela Câmara de Pedrógão ao MP, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, elementos da PJ deslocaram-se já hoje aos respetivos Paços do Concelho, estando a ser recebidos pelo seu presidente, Valdemar Alves, a fim de serem municiados de todos os documentos julgados necessários para o apuramento total dos factos", adianta a nota.


O executivo liderado por Valdemar Alves "reafirma a sua total disponibilidade para contribuir, por todos os meios ao seu alcance, para o esclarecimento das suspeições sobre os processos de atribuição de apoios à reconstrução de casas ardidas" no concelho devido aos "dramáticos incêndios" de 17 de junho de 2017.


Uma fonte da PJ disse à Lusa que está hoje a realizar buscas, em dependências da Câmara de Pedrógão Grade, no âmbito de um processo por suspeitas de irregularidades na atribuição de fundos para a reconstrução de casas destruídas pelo incêndio de 2017.


Em causa neste processo estão denúncias feitas por duas reportagens, uma da Visão e outra da TVI, que aludiam a situações ilegais na atribuição de fundos para a reconstrução de habitações.


As duas reportagens referiam que casas que não eram de primeira habitação foram contempladas com obras em detrimento de outras mais urgentes e também que casas que não arderam foram reconstruídas com fundos solidários.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, negou a existência destas situações, mas, ainda assim, enviou para ao Ministério Público 21 processos para análise.
O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, também negou estas acusações, mas enviou igualmente para análise um conjunto de processos.


O incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, tendo destruído cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.


Em junho, no inquérito relacionado com a responsabilidade do incêndio, eram 10 os arguidos, todos pessoas singulares, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra.

Lusa

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