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EUA vão apresentar plano para a Síria

Os Estados Unidos da América (EUA) vão apresentar  um plano para a Síria ao Conselho de Segurança da Organização das Nações  Unidas (ONU), anunciou hoje a secretária de Estado, Hillary Clinton. 

(Reuters)

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© Valentin Flauraud / Reuters

O Governo de transição da Síria deverá incluir membros do Governo atual,  disse hoje o antigo secretário-geral da ONU Kofi Annan. 

O grupo de ação para a Síria, que hoje esteve reunido em Genebra, chegou  a acordo sobre os princípios e as diretrizes para uma transição naquele  país, anunciou Kofi Annan, citado pela agência de notícias francesa, France  Press. 

A declaração do mediador da Organização das Nações Unidades (ONU) e  da Liga Árabe para a Síria foi proferida no final da reunião daquele grupo  em que Kofi Annan leu um comunicado que refere que o Governo de transição  pode incluir membros do atual executivo. 

Os participantes na reunião identificaram ainda as medidas e as ações  a adotar pelas partes de modo a garantir a aplicação completa do plano em  seis pontos assim como as resoluções 2042 e 2043 do Conselho de Segurança  da ONU. 

Este plano, composto por seis pontos e adotado pelo Conselho de Segurança  da ONU em abril, previa, entre outras medidas, um cessar-fogo a partir de  12 de abril último que nunca foi respeitado nem cumprido. 

O Governo transitório exercerá o poder executivo, poderá incluir membros  do Governo atual e da oposição assim como de outros grupos e deve ser formado  com base no "consentimento mútuo", sublinhou Kofi Annan. 

"Duvido que os sírios escolham pessoas com as mãos manchadas de sangue  para os dirigir", precisou Annan, numa conferência de imprensa. 

Questionado sobre o futuro do Presidente sírio Bachar al-Assad, Annan  disse que "o documento é claro em relação às diretrizes e aos princípios  que assistem às partes sírias para que avancem no processo de transição,  estabeleçam um governo de transição e efetuem as mudanças necessárias".

"O futuro de Bachar al-Assad é da sua responsabilidade", acrescentou.

O grupo de ação para a Síria reúne chefes de diplomacia dos cinco membros  permanentes do Conselho de Segurança da ONU - EUA, China, Rússia, França  e Grã-Bretanha - e países representantes da Liga Árabe, como o Iraque, Koweit  e Qatar, da Turquia e os secretários-gerais da Liga Árabe e da ONU assim  como o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros da União Europeia.

Em mais de 15 meses de revolta, a repressão e os combates armados na  Síria já fizeram perto de 15.800 mortos, na maioria civis, segundo o Observatório  Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). 

Lusa

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