Mundo

Milhares de pessoas fazem fila para visitar o caixão do rei da Tailândia

© Jorge Silva / Reuters

Dezenas de milhares de tailandeses deslocaram-se hoje ao Grande Palácio de Banguecoque, onde a população foi autorizada a entrar, pela primeira vez, na sala do trono, onde se encontra o corpo do rei Bhumibol Adulyadej.

© Jorge Silva / Reuters

Bhumibol, que morreu há duas semanas, era adorado por muitos dos seus súbitos e visto como uma âncora de estabilidade num país frequentemente abalado por uma política turbulenta.

A sua morte, aos 88 anos, fez o país entrar num ano de luto oficial, com a maioria dos tailandeses a vestirem apenas roupas pretas e brancas.

Nas duas últimas semanas, multidões juntaram-se no exterior do Grande Palácio, um complexo de templos e pavilhões sumptuosos na zona antiga de Banguecoque, para prestarem homenagem junto do retrato do monarca.

No entanto, hoje foi a primeira vez que o público pôde entrar na sala do trono, onde o seu corpo descansa deitado num caixão.

"Estou à espera desde a 01:00", disse Saman Daoruang, de 84 anos, enquanto esperava na fila em 's' que ocupava um vasto terreno junto ao palácio.

Segundo as autoridades, cerca de 10 mil pessoas vão poder entrar na sala por dia, em pequenos grupos.

Tal como muitos outros, Saman tem dormido numa tenda desde que chegou a Banguecoque de comboio, vindo da província de Nakhon Sawan, no norte do país.

"Não tenho sido capaz de dormir porque estava tão entusiasmado e orgulhoso de aqui vir", disse à AFP, enquanto segurava vários retratos do monarca.

© Athit Perawongmetha / Reuters

Bhumibol Adulyadej era considerado o único "cimento" de uma nação muito dividida politicamente e tinha um estatuto de semideus. Subiu ao trono em 1946 após a inexplicável morte de seu irmão e muitos tailandeses nunca conheceram outro soberano.

Após a sua morte, o chefe da junta militar, que tomou o poder em 2014, anunciou um período de luto de um ano e uma redução de todas as atividades de divertimento durante 30 dias. As televisões com emissões difundidas na Tailândia apenas poderão apresentar programas relacionados com a casa real, também no decurso de 30 dias.

Intensificou também a aplicação das leis de lesa-majestade, que punem as críticas à monarquia com até 15 anos de prisão por ofensa.

Esta lei reprimiu a discussão pública sobre o herdeiro ao trono, o príncipe Maha Vajiralongkorn.

Ao contrário de todas as expectativas, algumas horas depois da morte de Bhumibol, o príncipe herdeiro, de 64 anos, disse necessitar de tempo antes ocupar o lugar de seu pai.

Lusa

  • Conselheiro com 96 anos do rei será o monarca regente na Tailândia
    0:17

    Mundo

    A Tailândia vai ter um regente nomeado até que o rei seja cremado e o príncipe possa ser coroado, o que só acontecerá daqui a um ano. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro tailandês na televisão, onde confirmou que o príncipe quer suceder ao trono mais tarde, depois das formalidades religiosas e monárquicas e depois do convite do Parlamento.

  • Milhares de pessoas prestam homenagem ao Rei da Tailândia
    1:04

    Mundo

    Milhares de pessoas continuam a deslocar-se a Banguecoque, para prestar homanagem ao rei da Tailândia. Bhumibol morreu na quinta-feira e o país continua de luto. Ainda não há data para a cremação, até lá o corpo vai ficar para ser venerado no Grande Palácio.

  • "Insuficiente" ou "eleitoralista"? O Orçamento sob o olhar dos partidos
    2:18
  • Falhas de energia suspendem circulação ferroviária na Linha do Oeste e entre Alfarelos e a Figueira da Foz

    País

    A circulação ferroviária entre Alfarelos e a Figueira da Foz, no Ramal de Alfarelos, no distrito de Coimbra, só foi restabelecida hoje de madrugada, depois de ter estado suspensa devido a falhas de energia, segundo a Infraestruturas de Portugal. Já a circulação ferroviária na Linha do Oeste no troço entre o Louriçal e a Bifurcação de Lares/Bifurcação de Verride continua suspensa, mais uma vez devido a falhas no fornecimento de energia.

  • Gasóleo fica mais caro em 2019

    Orçamento do Estado 2019

    O gasóleo vai ficar mais caro no ano que vem. Desta vez, será por via do aumento da taxa sobre as emissões de dióxido de carbono. A medida consta da última versão preliminar do Orçamento do Estado para 2019, a que a SIC teve acesso.

    Notícia SIC

  • BCP ou o banco da Opus Dei?
    1:03
  • Bolsonaro com vantagem de quase 20% sobre Haddad
    1:54
  • França enfrenta as piores cheias em 130 anos
    1:18