Nasceu em abril do ano passado, no México, o primeiro bebé resultante de uma nova técnica de fertilização in vitro com material genético da mãe, do pai e de uma mulher dadora. A notícia foi divulgada em setembro pela revista New Scientist.
Este foi considerado um passo importante contra a infertilidade causada por doenças genéticas. Um método pioneiro foi desenvolvido para ajudar mulheres que têm um distúrbio genético que afeta as motocôndrias a geraram bebés saudáveis.
Outro método inovador foi agora testado com sucesso em Kiev. Os médicos fertilizaram o óvulo da mãe com esperma do seu companheiro, depois transferiram a combinação de genes para um óvulo retirado de uma dadora. Assim, a criança gerada por este método tem a identidade genética dos pais, e algum ADN de uma segunda mulher.
A Clínica Nadiya, em Kiev, usou a nova técnica para tratar um casal infértil, não um casal com distúbios nas mitocôndrias, como aconteceu no México.
Especialistas britânicos, contactados pela BBC, consideraram este método "muito experimental".
Valery Zukin, que dirigiu este procedimento inovador, disse que a equipa tinha um pressentimento de que a técnica iria resultar neste casal ucraniano incapaz de conceber com recurso ao método convencional de fertilização in vitro.
Zukin acrescentou ainda que há uma segunda paciente, em situação semelhante, que deverá dar à luz em março.