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Treze civis da mesma família mortos no Afeganistão

Josh Smith

Treze civis, todos pertencentes à mesma família, foram mortos, esta quarta-feira, por ataques aéreos norte-americanos visando os talibãs no leste do Afeganistão, afirmaram hoje responsáveis locais.

As forças norte-americanas no Afeganistão indicaram "ter tido conhecimento de um incidente no distrito de Puli Alam na província de Logar com potenciais vítimas civis" e que foi "aberta uma investigação oficial", de acordo com um comunicado.

Saleem Saleh, porta-voz do governador da província de Logar, indicou à agência de notícias francesa AFP que as forças norte-americanas levaram a cabo uma operação conjunta com os seus homólogos afegãos em Dasht-e-Bari na manhã de quarta-feira e foram atacados por insurgentes talibãs.

"As forças estrangeiras ripostaram e forçaram os talibãs a esconderem-se em casas de civis nas proximidades e pediram então reforços aéreos que bombardearam as habitações, fazendo vítimas civis", explicou.

"Treze civis foram mortos nos ataques e 15 outros feridos. Todos pertenciam à mesma família, incluindo mulheres e crianças", detalhou."Mais de uma dezena de talibãs, entre os quais comandantes, também morreram na operação", acrescentou o mesmo responsável.

Shahpoor Ahmadzai, porta-voz da polícia provincial, confirmou os acontecimentos e o balanço de 13 mortos e 15 feridos, todos civis.

O conflito no Afeganistão tem-se intensificado. Só no primeiro semestre do ano, 1.662 pessoas foram mortas e mais de 3.500 feridas, segundo dados da ONU.

O Pentágono admitiu na quarta-feira, pela primeira vez, que há mais de 11.000 militares norte-americanos atualmente destacados no Afeganistão, o que ultrapassa largamente o total de 8.400 indicado pela anterior administração dos Estados Unidos.

O anúncio sobre os militares no Afeganistão surge no momento em que o Pentágono se prepara para enviar mais cerca de 3.900 norte-americanos para a guerra, com o objetivo de aumentar o treino e o aconselhamento das forças afegãs e impulsionar as operações de combate ao terrorismo.

Lusa

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