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Donald Trump diz que reputação do FBI está "de rastos"

SHAWN THEW

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu este domingo no Twitter que a reputação do FBI está "de rastos" mas prometeu que a agência federal será trazida "de volta à grandeza".

Na sua conta no Twitter, o Presidente norte-americano aludiu aos relatórios que indicam que, por causa de mensagens de texto anti-Trump, um veterano agente de contrainformação do FBI foi retirado da equipa de investigação, liderada por Robert Mueller, à alegada ingerência da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas do ano passado.

De acordo com fonte da agência Associated Press, o agente do FBI também trabalhou na investigação a Hillary Clinton por uso de um servidor de e-mail privado.

O Presidente dos Estados Unidos afirmou que o atual diretor do FBI, Christopher Wray, "precisa de limpar a casa", lembrando que a reputação da agência federal tem vindo a cair nos últimos anos, em referência ao período em que James Comey a dirigiu, até ser demitido por Trump em maio. Com "a falsa e desonesta investigação de Clinton", a reputação do FBI está na fase "pior da sua história", escreveu Donald Trump.

O Presidente dos Estados Unidos negou também este domingo ter pedido ao ex-diretor do FBI, James Comey, para parar a investigação a Michael Flynn, forçado a demitir-se de conselheiro de Trump por mentir sobre a ingerência russa nas eleições.

"Nunca pedi a Comey para parar a investigação a Flynn. Mais uma notícia falsa para cobrir outra mentira de Comey", escreveu Trump, na manhã deste domingo, igualmente no Twitter. No Congresso, em junho, Comey referiu que o Presidente dos Estados Unidos se dirigiu a ele para perguntar se seria possível "deixar Flynn ir".

Comey, que Trump demitiu de diretor do FBI em maio, disse que o pedido veio um dia depois do Presidente dos Estados Unidos ter obrigado Flynn a renunciar.

Na sexta-feira, Flynn assumiu que mentiu ao FBI e manifestou disponibilidade para colaborar com a investigação de Robert Mueller sobre a ingerência russa nas eleições norte-americanas de 2016. O Presidente norte-americano afirmou que o ex-conselheiro Michael Flynn nada fez de ilegal entre a sua vitória eleitoral e a chegada à Casa Branca.

"Tive de despedir o general Flynn porque ele mentiu ao vice-presidente e ao FBI. Ele declarou-se culpado dessas mentiras. É triste, porque as suas ações durante a transição foram legais. Não havia nada a esconder!", escreveu Donald Trump, na sua conta da rede social Twitter, no sábado.

Com esta mensagem, Trump parece admitir que sabia que o seu conselheiro para a Segurança Nacional tinha mentido ao FBI - uma questão muito sensível, já que na altura em que Michael Flynn foi demitido, a justificação da Casa Branca incidiu apenas sobre o facto de ele ter mentido ao vice-presidente, Mike Pence, sobre a natureza dos seus contactos com o embaixador russo em Washington durante a campanha presidencial de 2016.

A relação entre Donald Trump e Michael Flynn tem sido alvo de particular atenção desde o despedimento, em maio, do diretor do FBI, James Comey.

Lusa

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