Mundo

Pato, crocodilo ou cisne? Afinal era um dinossauro

Lukas Panzarin

Um grupo de investigadores italianos descobriu um novo tipo de dinossauro parecido com um pato e que tinha dentes de crocodilo, pescoço de cisne e garras assassinas. A criatura viveu há cerca de 75 milhões de anos no lugar que é agora a Mongólia.

O animal que teria aproximadamente 45 centímetros seria parecido com um pato, um crocodilo e um cisne e nadaria tal e qual como um pinguim. Esta foi a primeira vez que se descobriu um dinossauro com duas pernas capaz de nadar.

A criatura viveu há cerca de 75 milhões de anos, durante o período Cretácico, no lugar que é agora a Mongólia.

"É um animal tão peculiar (...) Combina diferentes partes que conhecemos de outros animais", disse Dennis Voeten, investigador na Universidade de Palacky, na República Checa.

O estudo divulgado na revista Nature foi realizado por cientistas italinos, que batizaram o novo dinossauro de Halszkaraptor escuilliei, em homenagem a François Escuillié, um paleontólogo que se dedicava essencialmente ao estudo de dinossauros.

Paul Tafforeau, co-autor do estudo, garante que o animal conseguia correr, caçar no chão e pescar em água doce.

“A primeira vez que examinei o vestígio, até me questionei se era um fóssil genuíno”, referiu a principal autora do estudo, Andrea Cau, que inicialmente duvidou da autenticidade do fóssil, pelo aspeto do mesmo, mas também porque o vestígio estava nas mãos de um colecionador privado na Mongólia.

Os especialistas decidiram assim, analisar a morfologia invulgar do animal através de exames em 3D ao pedaço da rocha onde estava o fóssil. Com receio de danificar o vestígio arquelógico, os cientistas optaram por recorrer a uma técnica de imagiologia com o fóssil ainda incorporado na rocha. Os exames acabaram por confirmar a autenticidade do fóssil.

  • Ryanair acusada de compactuar com atitude racista de passageiro
    1:36

    Mundo

    Numa nova polémica a envolver a Ryanair, a companhia aérea low cost é acusada de compactuar com uma atitude racista, depois de um passageiro ter obrigado um comissário de bordo a mudar uma mulher negra de lugar. O caso já está a ser investigado pelas autoridades.

  • Maior ponte marítima do mundo reduz para 45 minutos uma viagem de 4 horas
    0:56
  • Uma semana depois da tempestade Leslie
    3:02
  • Adoções por militares dos EUA eram vistas na Terceira como uma bênção para as crianças
    5:16
  • Acordo histórico entre EUA e Rússia comprometido
    1:32