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Israel rejeita antecipadamente o voto da Assembleia-Geral da ONU

ABIR SULTAN / POOL

Israel rejeita antecipadamente o voto sobre Jerusalém que está previsto para esta quinta-feira nas Nações Unidas, declarou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

"Jerusalém é a capital de Israel, quer a ONU o reconheça ou não", disse Netanyahu citado pelo seu gabinete, antes da Assembleia-Geral das Nações Unidas se pronunciar sobre uma resolução que condena o reconhecimento por Washington de Jerusalém como capital de Israel.

"Foram precisos 70 anos para que os Estados Unidos o reconhecessem oficialmente e serão necessários ainda numerosos anos para que a ONU faça o mesmo", disse.

Mas a mudança da atitude em relação a Israel de muitos países, segundo Netanyahu, "acabará por se introduzir na ONU, essa casa das mentiras".

"O Estado de Israel rejeita categoricamente este voto, mesmo antes de ele ser aprovado", disse, assegurando que outros países mudarão a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, como o presidente Donald Trump prometeu fazer.

Trump anunciou a 6 de dezembro que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que vão transferir a sua embaixada de Telavive para aquela cidade, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.

Os 193 países-membros da Assembleia-Geral da ONU vão votar um projeto de resolução que afirma que qualquer decisão sobre Jerusalém deve ser cancelada.

Esta votação acontece depois de Washington ter recorrido, na segunda-feira, ao seu direito de veto no Conselho de Segurança para impedir a adoção de uma resolução que também condenava a decisão norte-americana.

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano.

A parte oriental da cidade, que os palestinianos desejam como capital de um futuro Estado, foi ocupada por Israel em 1967 e anexada em 1980, considerando o Estado hebreu Jerusalém como a sua capital indivisa.

Lusa

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