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Número de mortos nos bombardeamentos perto de Damasco sobe para 24

Bassam Khabieh

O número de mortos resultantes dos bombardeamentos desta terça-feira pelo regime sírio e aviação russa ao enclave dos rebeldes de Ghouta oriental, próximo de Damasco, subiu para 24, entre os quais dez crianças, comunicou a OSDH.

A Organização Síria de Direitos Humanos (OSDH) tinha avançado primeiro que os bombardeamentos a Ghouta oriental provocaram pelo menos 15 vítimas mortais.

Os ataques às localidades de Hamouria e Saqba, sob cerco do regime sírio desde 2013, foram realizados pela artilharia e força aérea do regime de Bashar al-Assad e por aviões militares russos.

Os rebeldes retaliaram logo de seguida, com disparos de obuses contra dois bairros da capital síria, Damasco, tendo causado quatro mortos, de acordo com os órgãos de comunicação social estatais.

Os bombardeamentos do regime de Bashar al-Assad sobre Ghouta oriental são diários e alguns têm intervenção da aviação russa, indicou a OSDH.

O conflito na Síria fez mais de 340.000 mortos desde 2011 e causou uma grave crise humanitária neste país, onde o representante da ONU para assuntos humanitários, Mark Lowcock, começou esta terça-feira a primeira visita.

Em Damasco, Lowcock encontrou-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid Mouallem, segundo a agência oficial de comunicação síria, Sana.

O objetivo da visita do representante da ONU é "ver por si próprio o impacto do conflito nos civis, avaliar a resposta humanitária e discutir o melhoramento do acesso e da distribuição da ajuda", de acordo com um comunicado dos assuntos humanitários das Nações Unidas.

Na quarta-feira, Lowcock estará em Homs, no centro da Síria, para se encontrar com "pessoas que sofreram diretamente com o conflito e que precisam de uma ajuda vital".

Os ataques mais mortíferos visam a localidade de Hamouria, onde oito civis morreram, referiu aquela organização não-governamental, com uma base vasta de fontes na Síria, em conflito armado desde janeiro 2011.

"O total de feridos é de 85, alguns em estado crítico, e o número de mortos poderá ser revisto para cima", disse o diretor da OSDH, Rami Abdel Rahmane, na primeira comunicação.

Sob cerco do regime sírio desde 2013, Ghouta Oriental é uma das quatro áreas em que não são aplicadas tréguas nos combates por parte da Síria.

O regime intensificou os ataques contra a zona, onde cerca de 400.000 pessoas são afetadas pela grave escassez de alimentos e medicamentos.

Desencadeada pela repressão das manifestações pacíficas pelo regime, em 2011, o conflito na Síria tornou-se mais complexo com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos jihadistas num território cada vez mais fragmentado.

O conflito fez mais de 340.000 mortos e milhões de desalojados e refugiados.

Lusa