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Equador e Reino Unido procuram solução que "proteja a vida", mas leve Assange à justiça

Julian Assange, fundador da Wikileks.

Peter Nicholls

O Equador e o Reino Unido procuram uma solução "que proteja a vida", mas também leve à justiça o fundador do Wikileaks, Julian Assange, refugiado na embaixada do Equador em Londres, disse hoje o Presidente equatoriano, Lenin Moreno.

Moreno ainda comentou:

"Tive uma conversa com a embaixadora do Reino Unido e ela está de acordo comigo: vamos encontrar juntos uma solução que proteja a vida de Julian Assange e que permita, ao mesmo tempo, que ele seja sancionado pelo erro que cometeu".

O ministro da Justiça dos EUA, Jeff Sessions, disse no ano passado que a detenção de Assange era "uma prioridade", já que a lei norte-americana considera os seus atos "como uma traição à pátria", castigada com pena de morte.

Lenin Moreno recordou que a pena capital não existe no Equador, razão pela qual têm mantido Assange nas instalações da embaixada em Londres, mas insistiu no constrangimento causado pela situação, uma "perda no sapato" deixada pelo seu antecessor e ex-aliado Rafael Correa.

Segundo um relatório publicado esta quarta-feira pelo jornal britânico The Guardian, dois médicos consideraram que o confinamento a que está sujeito Julian Assange é "perigoso física e mentalmente" e constitui "um claro atentado ao seu direito de acesso a cuidados".

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, acredita que, se abandonar as instalações da embaixada do Equador, onde se encontra há quase seis anos, será detido e extraditado para os Estados Unidos para ser julgado pela publicação, em 2010, de segredos militares e de documentos diplomatas norte-americanos.

Lusa

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