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EUA aumentam pressão sobre Pyongyang com novas sanções económicas

Leah Millis/ Reuters

Os Estados Unidos impuseram esta sexta-feira sanções a 27 empresas marítimas registadas ou com sede em países que mantêm relações comerciais com a Coreia do Norte, como a China, para "aumentar a pressão e isolar ainda mais" o regime norte-coreano.

As sanções económicas, divulgadas hoje pelo Departamento do Tesouro norte-americano, também abrangem 28 navios com pavilhão dos mesmos países: Coreia do Norte, China, Singapura, Taiwan, Hong Kong, Ilhas Marshall, Panamá, Tanzânia e as Comoros.

"O Departamento do Tesouro norte-americano está a atacar de forma agressiva todas as vias ilícitas usadas pela Coreia do Norte para evitar sanções, incluindo medidas decisivas para impedir navios, transportadoras marítimas e outras entidades do mundo de trabalharem com o regime da Coreia do Norte", indicou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, num comunicado.

"Isto vai dificultar significativamente a capacidade do regime de Kim Jong-Un de realizar atividades marítimas evasivas que facilitem o transporte ilegal de carvão e de combustível, e enfraquecer as suas capacidades de trocar bens através de águas internacionais", reforçou Steven Mnuchin.

Momentos antes do anúncio do Departamento do Tesouro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que ia divulgar hoje "o maior conjunto" de sanções, segundo os termos utilizados pelo próprio, alguma vez aplicado ao regime da Coreia do Norte.

"Hoje, anuncio que vamos apresentar o maior conjunto de sanções alguma vez imposto ao regime norte-coreano", declarou Trump, segundo um excerto de um discurso divulgado pela Casa Branca.

Segundo Steven Mnuchin, "o Presidente deixou claro que as empresas de todo o mundo que optarem por ajudar a financiar as ambições nucleares da Coreia do Norte, não irão fazer negócios com os Estados Unidos".

Na sequência das novas medidas aprovadas pela administração Trump, os ativos das empresas visadas pelas sanções que tiverem sob jurisdição norte-americana ficam congelados e estas entidades ficam proibidas de realizar transações financeiras com cidadãos norte-americanos.

Nos últimos meses, Trump e o líder norte-coreano têm estado envolvidos numa escalada de retórica que progressivamente ficou mais violenta e bélica, com ambos a lançarem ameaças de um potencial ataque nuclear.

A China, o maior aliado do regime da Coreia do Norte, foi em 2016 o destino de mais de 92% das exportações norte-coreanas.

Lusa

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