A história foi revelada através de uma reportagem do Washington Post.
Denominado de "visto Einstein", o visto EB-1 é destinado a pessoas com elevada reputação e com provas dadas na respetiva área de trabalho. O Governo norte-americano dá como exemplos medalhados olímpicos e vencedores de Óscares ou do prémio Pulitzer. O facto de Melania não se enquadrar nestes contextos está, por isso, a motivar muita polémica.
Donald e Melania Trump em 2008
Evan Agostini
Tudo começou em 2000, quando a ainda Melania Knauss solicitou o visto. Na altura, a modelo eslovena, há quatro anos nos Estados Unidos, trabalhava em Nova Iorque e já namorava com Donald Trump.
Segundo o Washington Post, o visto Einstein foi-lhe atribuído no ano seguinte. Em 2001, apenas foram contempladas com esse visto outras quatro pessoas de nacionalidade eslovena, para além de Melania.
Um visto que, para além de ter um estatuto especial, permite a quem o tem patrocinar as candidaturas à cidadania norte-americana de outros imigrantes. Foi o que Melania fez, em 2006, com os pais, Viktor e Amalija Knavs.
Os pais de Melania , Viktor e Amalija Knavs
Kevin Lamarque
A forma como Melania conseguiu o visto EB-1 está ainda por explicar e essa é a questão que tem gerado mais polémica, desde que a notícia foi divulgada.
Em declarações ao Washngton Post, o advogado de Melania e da família, Michael Wildes, afirmou que a atual Primeira-Dama "era amplamente qualificada e elegível" para receber o visto, mas recusou especificar que qualificações foram essas afinal.
John Sommers II
Um caso que tem ainda muitas perguntas sem resposta e que promete continuar a fazer correr muita tinta na imprensa norte-americana.