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Mike Pompeo, o sucessor de Tillerson que está "em sintonia" com Trump

Diretor da CIA, Mike Pompeo.

© Jonathan Ernst / Reuters

Após um ano à frente da agência de espionagem dos Estados Unidos (CIA), durante o qual ganhou a confiança do Presidente norte-americano, Mike Pompeo é indicado para ocupar o cargo de secretário de Estado "em sintonia" com Donald Trump.

Pompeo, republicano de 54 anos, indicado esta terça-feira pelo Presidente dos EUA para substituir Rex Tillerson, tem a disciplina militar de um integrante da Academia Militar dos Estados Unidos.

Caso o seu nome seja aprovado pelo Congresso, leva para a Casa Branca a experiência de quem esteve seis anos na Câmara dos Representantes.

Enquanto diretor da CIA, Pompeo chegou a divulgar pessoalmente vários dos comunicados dos serviços de segurança na Casa Branca. A partilha de várias posições em matéria de política externa, como o Irão e a Coreia do Norte, permitiram a aproximação entre Pompeo e Trump.

Natural do Estado da Califórnia, a carreira de Pompeo teve uma ascensão meteórica resultante das oportunidades que agora o colocam como chefe da diplomacia norte-americana.

Após graduar-se com distinção na Academia Militar em 1986, serviu no Exército durante cinco anos, antes de ingressar em Harvard.

Mais tarde fundou uma empresa de engenharia no Kansas, financiado pelos irmãos Koch, milionários do setor petrolífero.

Os Koch, com elevada influência no partido Republicano, demonstraram o apoio a Pompeo nas eleições para o Congresso em 2010.

Rapidamente integrou o Comité dos Serviços de Inteligência do Senado, no qual teve acesso a segredos de Estado.

Em 2012 fez parte do comité republicano que investigou o assassinato de um embaixador norte-americano e de três outros compatriotas em Benghazi, na Líbia. Neste papel, Pompeo tornou-se numa das vozes mais fortes contra a candidata Hillary Clinton nas Presidenciais de 2016, culpando-a destas mortes, ocorridas durante o seu período como secretária de Estado.

Ao longo dos 14 meses em que esteve à frente da CIA, Pompeo funcionou como apaziguador das relações entre a agência e o Presidente, que comparou os serviços de segurança com nazis. Nesse período, Pompeo supervisionou processos como o que investigava as ligações de Trump à Rússia.

Em julho de 2017, Mike Pompeo afirmou estar confiante que os serviços de informação iam desenvolver estratégias para "separar" a administração norte-coreana de Kim Jong-un do crescente programa de armas nucleares.

Pompeo é um defensor da desnuclearização da Península Coreana, mas considera que é mais importante "a pessoa que as (armas nucleares) controla", disse ao New York Times.

Mike Pompeo é também um forte apoiante do uso de ferramentas de vigilância em massa. Para Pompeo, o antigo analista da Agência de Segurança Nacional (NSA em inglês), Edward Snowden, deve ser trazido de Moscovo, onde está exilado, para ser condenado à morte nos Estados Unidos pela libertação de informação secreta.

Lusa

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