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Polícia filipina abateu 13 presumíveis narcotraficantes nas últimas 24 horas

(arquivo)

A polícia das Filipinas abateu 13 presumíveis narcotraficantes nas últimas 24 horas, na província de Bulacan, uma das zonas onde mais pessoas morreram desde que o Presidente filipino, Rodrigo Duterte, lançou a sua "guerra contra a droga".

Os agentes da autoridade mataram a tiro 13 suspeitos e detiveram outros 109 durante uma operação que decorreu da meia-noite de terça-feira até às 00:00 de hoje (tarde de quarta-feira em Lisboa), informou em comunicado a divisão de Bulacán da Polícia Nacional filipina. Esta província tem 2,2 milhões de habitantes e situa-se a norte de Manila.

As autoridades apreenderam 101 gramas de cloridrato de metanfetamina, vendida especialmente às classes baixas nas Filipinas com a designação "shabú", bem como 670 gramas de marijuana, 18 armas de fogo de diversos calibres e 18 munições, indica a nota da polícia. A polícia realizou um total de 57 rusgas.

A "guerra contra a droga" foi lançada por Duterte - um antigo presidente de câmara em Davao - ao chegar ao cargo de Presidente, em julho de 2016.

Até ao momento, esta medida policial - condenada repetidas vezes por organizações dos direitos humanos - já provocou a morte a mais de 4.000 pessoas, segundo os últimos dados oficiais.Neste tipo de operações, os agentes policiais têm autorização para atirar a matar caso o suspeito ofereça resistência física à detenção.

Desde janeiro deste ano que as autoridades filipinas começaram a exercer um controlo mais apertado sobre as campanhas anti-droga, devido aos escândalos de corrupção policial que lhe estão associados.

O controlo mais apertado reduziu significativamente os casos de elevado número de mortos nestas rusgas.

A província de Bulacán, conhecida pela dureza das operações policiais relacionadas com a "guerra contra a droga", tornou-se conhecida em agosto do ano passado, quando as autoridades mataram 32 pessoas no espaço de 24 horas.

Além dos 4.000 mortos em rusgas policiais nas Filipinas, estima-se que pelo menos outros 3.000 suspeitos tenham sido mortos por patrulhas compostas por cidadãos, especialmente nos primeiros meses da "guerra contra a droga", durante os quais havia pouco controlo e responsabilização destes atos.

Quase 90 por cento dos filipinos apoia esta campanha de Duterte, que tem vindo a reiterar que não acabará com ela até que o narcotráfico seja erradicado das Filipinas.

Lusa

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