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Hezbollah diz que os tweets e as ameaças de Trump "não assustam"

(Reuters/arquivo)

© Sharif Karim / Reuters

O líder do movimento xiita libanês Hezbollah declarou esta sexta-feira num comício em Beirute, que os 'tweets' e as ameaças de Donald Trump "não assustam" a Síria, o Irão, a Rússia ou os "movimentos de resistência" da região.

Hassan Nasrallah, que falava no decorrer um ato eleitoral (o Hezbollah é uma formação política, que apoia o governo do Líbano), disse que as ameaças de Trump - que na quarta-feira disse que haveria mísseis a caminho da Síria - não passam de "Hollywood".

"Todos estes 'tweets' e ameaças... não assustam a Síria, o Irão, a Rússia nem os movimentos de resistência na região", disse o líder do Hezbollah.

Nasrallah também disse que a acusação de que o governo sírio usou armas químicas em Douma não tem lógica, além de não existirem provas.

"Alguém encurralado poderia usar (armas) químicas, mas por que o faria alguém que é vitorioso", questionou.

O líder do Hezbollah falava aos apoiantes do partido em Beirute, mas através de uma ligação por satélite. Sobre o ataque contra Douma, Nasrallah disse que se trata de "teatro".

Por outro lado, Nasrallah referiu-se ao ataque da aviação israelita contra uma base aérea síria - que resultou na morte de sete iranianos - como um "erro histórico".

O ataque, na qual caças israelitas dispararam até oito mísseis contra a base T4, ocorreu na segunda-feira, dois dias depois do alegado ataque com armas químicas em Douma.

Hassan Nasrallah disse que esta ação significa que a região entrou numa nova fase, na qual Israel está num estado de "confronto direto" com a República Islâmica do Irão.

O Irão, a Rússia e a Síria apontaram o dedo a Israel, mas Telavive não admitiu responsabilidades pelo ataque.

Lusa

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