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Exército sírio diz estar pronto para defender o país e os cidadãos

Omar Sanadiki

O exército sírio afirmou este sábado que "continuará a defender a Síria e a proteger os seus cidadãos", após o ataque efetuado pelos Estados Unidos, Reino Unido e França contra posições do regime de Damasco onde alegadamente estavam armas químicas.

Horas depois dos bombardeamentos, o porta-voz do Comando-Geral das Forças Armadas Sírias, Ali Maihub, afirmou num discurso televisivo que estas "agressões não vão deter o exército sírio de continuar a eliminar os grupos terroristas armados".

De acordo com a versão de Maihub, a defesa antiaérea síria destruiu a maioria dos 110 misseis lançados no ataque, que, segundo o Pentágono, visou três objetivos situados perto de Damasco e na província central de Homs.

O ataque da última madrugada foi justificado como represália por um suposto bombardeamento com armas químicas na cidade de Duma, controlada pela oposição, tendo Washington e os seus aliados responsabilizado o regime de Damasco pelo sucedido.

O Pentágono informou que a ofensiva consistiu em três ataques contra instalações utilizadas para a produção e armazenamento de armas químicas na Síria.

O general rebelde sírio Ahmad Rahal disse por telefone à agência EFE que os bombardeamentos atingiram a principal base das forças iranianas naquele país árabe, situada perto da capital Damasco.

Rahal, dirigente do Exército Livre Sírio (ELS), que recebe apoio dos Estados Unidos, detalhou que o ataque teve outros alvos ligados à presença de iranianos no país.

O dirigente da ELS, que em tempos desertou das forças armadas sírias, apontou que outros alvos foram as bases do grupo xiita-libanês Hezbolah, que colabora com as tropas governamentais sírias.

Sublinhou que todos os locais bombardeados "estavam vazios porque o regime e os seus aliados tinham abandonado as instalações nos últimos dias", prevendo eventuais ataques.

O general da ELS indicou que também as tropas russas haviam abandonado esses locais.

A Rússia e o Irão são os principais apoiantes do regime de Damasco, tendo o Presidente sírio, Bashar al-Assad, recebido uma chamada telefónica do seu homólogo iraniano, Hasan Rohani, a quem comunicou que a agressão ocidental contra a Síria não enfraquecerá a determinação do seu país na guerra contra o terrorismo.

Segundo a agência noticiosa síria, SANA, Assad explicou a Rohani os detalhes do ataque que, em seu entender, evidenciam um reconhecimento das forças ocidentais no apoio ao terrorismo.

Em diversas localidades, muitas pessoas saíram à rua para expressar o seu apoio a Assad nas áreas de domínio governamental.

Apesar da gravidade do ataque, a oposição síria e os rebeldes consideram insuficiente e exigem que a ofensiva seja ampliada.

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O Presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à "ação monstruosa" realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar "o tempo que for necessário".

Lusa

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