Mundo

Autoridades supeitam que milícias são responsáveis pelo homicídio de Marielle Franco

Ricardo Moraes

O ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, afirmou esta segunda-feira que a ação das milícias é a principal hipótese investigada pela polícia para explicar a morte da vereadora Marielle Franco, assassinada há um mês no Rio de Janeiro.

"Eles (investigadores) partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco. Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas". A "mais provável hipótese (para explicar o assassinato) remete este crime muito provavelmente a atuação das milícias no Rio e Janeiro", disse Raul Jungmann numa entrevista à rádio CBN. A hipótese sobre o envolvimento de milícias no assassinato de Marielle Franco tem sido referida por diversas vezes, mas o Governo brasileiro ainda não havia falado abertamente sobre esta hipótese.

As milícias são organizações criminosas, compostas de ex-polícias ou agentes no ativo corruptos, que controlam diferentes áreas do Rio de Janeiro disputando o controlo de territórios de favelas com traficantes, cuja presença aumentou na última década.

Marielle Franco foi morta numa ação com características de execução a 14 de março, após sair de um evento com mulheres negras. Os assassinos e possíveis mandantes do crime ainda não foram identificados pelas autoridades brasileiras.

Na sua atuação política, a vereadora Marielle Franco costumava defender minorias e denunciar casos de violência contra moradores das favelas 'cariocas'.

Estruturas internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Human Rights Watch (HRW) e a Amnistia Internacional têm exigido publicamente que o Governo brasileiro desvende o crime e puna os culpados.

Lusa

  • Calor vai continuar até ao final da semana
    1:18
  • Governo promete resposta firme à detenção de portugueses na Venezuela
    1:59
  • 7 M€ para projetos em prol da igualdade de género

    País

    O Governo lança hoje um programa de financiamento de projetos de conciliação e igualdade de género, no valor de sete milhões de euros, disponibilizados no âmbito do mecanismo financeiro do Espaço Económico Europeu EEA Grants 2014-2021.

  • Juiz nomeado por Trump diz que acusações de assédio sexual são "difamação" 
    1:23

    Mundo

    Há uma segunda acusação de assédio sexual contra o juíz nomeado por Donald Trump, para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Uma mulher, de 53 anos, acusa Brett Kavanaugh, de a ter assediado na década de 80 quando ambos frequentavam a universidade. Tal como já tinha acontecido com a acusação anterior, tanto o juíz quanto a Casa Branca negam as alegações e dizem que é uma campanha para difamar o homem escolhido pelo presidente Trump.