Mundo

WhatsApp vai aumentar idade mínima para uso da aplicação 

Dado Ruvic

A aplicação de mensagens encriptadas WhatsApp quer aumentar a idade mínima de utilização da plataforma. A informação foi avançada na semana passada, sendo que será implementada até 25 de maio.

Se até ao momento era necessário ter 13 anos para enviar mensagens na aplicação, a partir do próximo mês a idade mínima subirá para os 16. A notícia foi avançada pela Wabetainfo, uma plataforma especializada em analisar as funcionalidades de redes sociais, entre elas o WhatsApp.

Numa nota deixada no Twitter pode ler-se:

"De modo a respeitar os novos Termos de Serviço do WhatsApp (disponívies no futuro, talvez, a partir do dia 25 de maio), o WhatsApp exige que tenha pelo menos 16 anos para utilizar os serviços (13 é a idade mínima, atualmente)."

Vários utilizadores já responderam à publicação, sendo que, alguns deles, consideram que os dados não vão ser devidamente verificados. Outros mostram-se revoltados com esta medida, alegando que a aplicação chega mesmo a ajudar a comunicação entre pais e filhos.

"A minha irmã acabou de completar 15 anos e usa o WhatsAppp para comunicar com toda a gente, para coisas básicas como trabalhos de casa, exames e coisas do género. A minha mãe costuma usar (a aplicação) para verificar onde ela está, assim como faz com todas as suas amigas."

A medida será implementada no mesmo dia em que entra em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), a nova legislação de dados pessoas na Europa.

A Comissão Nacional de Proteção de Dados já publicou um documento onde aconselha as empresas a adaptarem-se às novas regras.

"É essencial conhecer as novas regras, analisar as novas obrigações, verificar o nível atual de cumprimento e adotar as medidas necessárias durante este período de transição para assegurar que tudo está pronto atempadamente.", lê-se no comunicado.

O WhatsApp foi criado em 2009 e em 2014 foi comprado pelo Facebook.

  • Quais são os riscos de participar nos grupos públicos do WhatsApp

    Mundo

    Desde o escândalo da Cambridge Analytica, que terá tido acesso a dados de cerca de 87 milhões de utilizadores do Facebook, as redes sociais têm sido muito criticadas. Um dos críticos é um dos fundadores da aplicação WhatsApp, Brian Acton, que se juntou a uma campanha para incentivar os internautas a abandonar a rede social fundada por Mark Zuckerberg. Contudo, nem a plataforma de mensagens instantâneas escapa aos perigos da internet. Saiba quais são os riscos que corre ao participar nos grupos públicos do WhatsApp.

  • Morte de português no Brasil poderá ter sido uma execução
    1:25
  • Canhões, porcelana e pimenta encontrados nos restos da Nau da Carreira da Índia
    3:54