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Vice-ministro japonês nega acusações de assédio mas renuncia ao cargo

KYODO Kyodo

O vice-ministro das Finanças japonês, Junichi Fukuda, renunciou na quarta-feira ao cargo depois de ser acusado de assédio sexual por várias jornalistas, o primeiro caso do género no Japão depois de lançado o movimento #MeToo. A decisão foi anunciada pelo atual ministro do departamento, Tao Aso.

Em causa está uma publicação do semanário japonês "Shukan Shincho", segundo o qual o vice-ministro manteve, em diferentes ocasiões, comportamentos inadequados em relação a várias jornalistas.

Junichi Fukuda negou na segunda-feira as acusações e diz que vai processar a revista por difamação. Segundo o responsável, a renúncia ao cargo foi uma decisão "para limpar o seu nome".

O caso contribuiu para o aumento dos protestos contra o Governo. No domingo, mais de 30 mil pessoas manifestaram-se em Tóquio, exigindo que o primeiro-ministro Shinzo Abe renuncie.

A campanha mundial #Metoo surgiu em outubro passado, em Hollywood, e pretende quebrar o silêncio sobre o assédio sexual e a violência contra as mulheres. Este é o primeiro caso conhecido no Japão desde então.

Lusa

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