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Divulgados mais de 3.500 anúncios no Facebook criados por agência russa para dividir EUA

Jon Elswick

O comité de informações do Partido Democrata divulgou mais de 3.500 anúncios no Facebook criados ou promovidos por uma agência de internet russa para semear a divisão racial e política nos Estados Unidos, antes e depois das últimas presidenciais.

A maioria dos anúncios apresentava argumentos a favor e contra a imigração, os direitos das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero (LGBT) e o uso de armas, entre outras questões. Um grande número de anúncios promove as divisões raciais, mencionando a brutalidade policial ou depreciando o movimento Black Lives Matter.

Alguns promovem o Presidente Donald Trump ou Bernie Sanders, que concorreu contra Hillary Clinton, e poucos ou nenhum apoiavam Clinton.

Os democratas tinham já divulgado uma amostra dos anúncios comprados pela Agência de Pesquisa da Internet da Rússia no ano passado e agora estão a libertar o conjunto dos anúncios que os funcionários do Facebook entregaram depois de reconhecerem, em setembro, a interferência e os esforços russos.

A divulgação dos anúncios entre 2015 e 2017 não inclui 80 mil 'posts' que a agência também partilhou. Alguns desses anúncios foram parcialmente editados, num esforço do Facebook e do comité para proteger pessoas inocentes cujos nomes ou caras foram usadas.

Jon Elswick

Uma análise da Associated Press (AP) a milhares de anúncios revelou como a agência os segmentou. Alguns dos anúncios que visavam atrair os críticos da imigração foram direcionados para usuários que gostavam de apresentadores específicos da Fox News, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, "Old Glory" e a Constituição dos Estados Unidos, entre outras palavras.

Um anúncio que criticava uma professora de uma escola do Texas, que perdeu o emprego depois de fazer comentários racistas, foi direcionado a adultos moradores em Cleveland, Baltimore, St. Louis e Ferguson, Missouri.

Outro anúncio que visava os afro-americanos preocupados com a discriminação apenas era visualizado por usuários da rede social que acediam ao Facebook por Wi-Fi, e não telemóveis, não existindo uma explicação para tal.

Lusa

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